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Opções para mudança: é melhor contratar transportadora ou caminhão de frete?

30 de junho de 2010 às 16:37 - Fonte: Revista do ZAP  - Publicado por: Redação 

O que vale mais a pena, contratar uma empresa de mudanças ou ligar para o caminhão de frente estacionado ali na outra quadra? O que muda é a quantidade de trabalho e a segurança dos pertences – além, é claro, do valor pago. Quem contrata profissionais informais precisa embalar móveis e objetos, enquanto empresas estabelecidas realizam essa parte do trabalho. Elas também fazem seguro da mudança, o que não ocorre com os liberais. A diferença de preço entre o frete e a contratação fica na casa dos 35%.

Um dos maiores trabalhos ao trocar de casa é empacotar todas as louças, roupas, desmontar mobiliário, e carregar tudo para o novo lar. A trabalheira, entretanto, pode ser deixada a cargo da transportadora, quando se opta por contratar uma. O gerente comercial da Via Brasil Mudanças, Antônio Bach, e o proprietário da Mudanças Metrópole, Zarif Canaan Rabah, dizem que, nesses casos, a primeira verificação é quanto à idoneidade da empresa. Sugerem consultar o Procon, sobre possíveis reclamações contra a companhia, e aconselham a checar se ela tem caminhões e guarda-móveis próprio, identificados com adesivo (timbre).

Verifique se a empresa tem caminhão próprio

Outro detalhe importante é ter funcionários uniformizados, para que quem está se mudando possa reconhecer as pessoas que entram e saem da casa com objetos, e para que os próprios carregadores tenham certeza de quem são seus pares. Quando a opção for pelo caminhão de frete, é aconselhável ter um membro da família observando a movimentação, para evitar transtornos com eventuais oportunistas. Para garantir que a mudança será na data desejada, o ideal é agendar com pelo menos 48 horas de antecedência.

Caixas e pacotes
A própria transportadora é quem faz o empacotamento dos pertences, por exigência das seguradoras, no intuito de garantir que o conteúdo segurado seja, de fato, o que está sendo transportado. A empresa tem material adequado – plástico bolha, papel ondulado, craft (para louças), etc. A escolha do frete deixa essa parte do processo por conta dos moradores – a desmontagem e a remontagem dos móveis podem ser feitas pelos carregadores, a um custo médio de R$ 100.

Empacotamento é feito pela empresa de mudança

Os profissionais responsáveis pelo empacotamento organizam a mudança de forma a ocupar o mínimo de espaço possível. É a partir do espaço estimado que são definidos o tamanho do caminhão e o valor do transporte. O preço da cubagem (metro cúbico) leva em conta a quantidade de objetos, a distância da casa velha à casa nova e o grau de dificuldade – por exemplo, se é um apartamento no quarto andar sem elevador, ou uma sala comercial no centro da cidade onde não há estacionamento, ou caixas com muitos livros pesados, etc. Esses fatores também orientam o orçamento dos caminhões de frete.

Móveis são encaixados para ocuparem o mínimo de espaço possível

Desempacotar os pertences também faz parte do serviço da transportadora. Mas atenção: jóias, documentos, armas de fogo e obras de arte, por exemplo, não devem ser deixados a encargo de nenhuma empresa, pois não são protegidos pela apólice em caso de extravio. Remédios também devem ser mantidos sob posse do contratante.

Bach e Rabah sugerem que a mudança seja orçada em pelo menos três empresas, e alertam: desconfie de preços muito baixos. O orçamento, de modo geral, é feito após visita de vistoria, onde o profissional avalia a quantidade de espaço que as coisas vão ocupar e prevê necessidades como içamento – caso algum objeto não passe pelas escadas do prédio, por exemplo – e adicional noturno, entre ouros detalhes. Nesse momento, esclareça todas as suas dúvidas e os itens do contrato.

Preços variam entre R$ 600 e R$ 700
Para uma família de quatro pessoas, em uma mudança entre zonas residenciais de Porto Alegre, o valor da transportadora fica entre R$ 600 e R$ 700. O preço leva em conta a diária do caminhão, o material de embalagem e os carregadores contratados, que nesse exemplo seriam cerca de cinco pessoas. Esse custo será maior se os móveis forem de alto custo, se houver equipamentos eletrônicos sofisticados, como home theaters, ou muito delicados, como cristaleiras. A diferença se deve ao preço do material de empacotamento, mais caro, e à necessidade de cuidado especial. A opção do frete deixa esse custo extra para quem está contratando.

Quanto mais cuidados exigir e quanto maior o custo do que está sendo transportado, mais cara será a mudança

Quem se muda de Porto Alegre para Florianópolis pode pensar que vai gastar em torno de R$ 80 o metro cúbico de carga, diz Rabah. Ele explica que na capital catarinense, a ponte que liga o continente à Ilha de Santa Catarina oferece dificuldades à transportadora: caminhões altos precisam ser descarregados em caminhões menores, por exemplo, o que implica num custo relativamente alto para uma distância não tão longa.

Para quem vai a São Paulo, capital, a média de preço é R$ 95 o metro cúbico. Para a capital carioca, R$ 120. Mudanças até Belo Horizonte ficam na faixa de R$ 150, e até Salvador, R$ 180, estima o empresário.

Segundo Bach, os destinos mais caros são Tucuruí e Marabá, no Pará. Além de serem distantes de Porto Alegre, os locais só são acessíveis por balsa. Em geral, essas e algumas outras cidades no Norte do país são o destino de militares.

Mais dicas
– Quando fechar o negócio, faça contrato. Lembre-se que ele deve especificar o valor do seguro, e o contratante deve solicitar a apólice antes do transporte dos pertences;

– Informe-se quanto às regras de mudança do imóvel atual e do novo. Alguns locais têm horários delimitados para realização do serviço, e isso afeta no preço;

– Avise o síndico e/ou o zelador sobre sua mudança, e cheque se não há outra pessoa realizando transporte no mesmo dia e horário, para evitar congestionamentos em elevador e outros transtornos do gênero;

– No dia da mudança, reserve vaga para o caminhão na frente do imóvel – ou o mais perto possível; quanto mais longe, mais demorado e mais carregadores serão necessários, encarecendo o transporte;

Praxe é fazer pagamento na entrega da mudança

– Não antecipe o pagamento, mesmo com promessas de desconto. A praxe é pagar ao término do serviço ou, no caso de viagens interestaduais, adiantar uma parcela de no máximo 70% na coleta, deixando o restante para o momento da entrega;

– Se for pagar em cheque, faça-o nominal à empresa; se o pagamento for com depósito em conta, exija que a mesma seja da companhia, e não de terceiros ou pessoas físicas;

– Esvazie o botijão de gás, pois é proibido transportá-lo cheio, por causa do risco de explosão; se o gás for central, no caso de condomínios, faça o desligamento com 24 horas de antecedência;

– Descongele o freezer também 24 horas antes do transporte. Seque-o bem antes de carregar no caminhão, para evitar odores.

Dicas para mudanças comerciais

>> Mudanças comerciais
– Reúna o departamento e informe como será o processo;

– Peça a cada funcionário que organize seus pertences, para facilitar a etiquetagem;

– Desligue todos os equipamentos eletrônicos e máquinas antes da chegada dos carregadores;

– Faça uma cópia do layout do novo escritório, para que a transportadora descarregue os móveis nos ambientes corretos.

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