17/12/2006

A arte de juntar cacos

Fonte: O Globo

O mosaico aplicado à arquitetura e à decoração

Pequenos fragmentos de granito, pastilhas, resinas e pigmentos multicoloridos, além de vidro derretido. A união desses e de outros elementos é a base da arte milenar do mosaico. Hoje, ela tem aplicações que vão da criação de esculturas e peças decorativas a painéis para áreas externas de residências, além de revestimentos de banheiros. Uma técnica capaz de dar um ar de galeria às residências.

O GloboZap o especialista em imóveis

 

 

A artista plástica Moema Branquinho se especializou na arte dos mosaicos há 17 anos – depois de estudar a técnica por cerca de sete. Para a piscina de uma casa no Recreio dos Bandeirantes, criou um painel de 14 metros quadrados.

– O trabalho fica refletido na água, criando uma idéia de duplicidade da obra. É uma integração importante, que costumo usar nos meus trabalhos – explica Moema, que procurou harmonizar o painel com a borda da piscina, de pastilhas azuis, que já existia no local.

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Mas o mosaico é versátil e se aplica a inúmeros ambientes. O banheiro é um deles. Para um apartamento em Ipanema, Moema desenvolveu um trabalho na suíte do casal, usando granito brasileiro, mármore importado e vidrotil. Batizado de “Onda sinuosa“, faz referência a um movimento de corpos. Tudo muito sutil:

– É bacana quando o cliente decide junto. Nesse mesmo apartamento, fiz o banheiro usado pelos filhos pequenos e usei peças como cavalo-marinho, peixes e lulas, que a cliente já tinha em casa. Procurei fazer um trabalho com textura, para aguçar o lado sensorial dos pequenos.

Outro banheiro, na Barra, feito para uma menina, ficou com cara de fundo do mar e teve as paredes inteiramente revestidas por mosaico. Um grande golfinho ganhou olho feito de gota de vidro.

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Peças decorativas, de dimensões variadas, também se valem dessa técnica. Moema criou, por exemplo, uma escultura de concreto, de 2,20 metros de altura, própria para ambientes ao ar-livre. Pratos de vidro, usados como bandeja, ganharam cor e relevo a partir de ampolas derretidas: o passo para se tornarem uma obra de arte composta por dez peças, a serem dispostas na parede. O trabalho “Lâminas” fica preso ao teto e precisa de luminosidade para criar um jogo de luzes coloridas e sombras, complementares à obra.

 

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