30/10/2006

A avó dos condomínios

Fonte: O Globo

Vilas não só resistem às novas formas de moradia como se tornam mais seguras

A segurança similar à de prédios e condomínios modernos – com guarita, portão, interfones e, algumas vezes, até câmeras – mesclada a um estilo pitoresco e mais barato de morar, tem feito a classe média carioca sonhar em morar em vilas. E esse desejo já pode ser medido em números. Mercadoria rara, calculam os especialistas, os imóveis em vilas se valorizaram entre 5% e 10% no último ano. Além disso, a velocidade de venda pode chegar ao dobro da registrada por apartamentos de Botafogo, por exemplo, onde há a maior concentração de vilas da Zona Sul.

– As vilas são as avós dos condomínios, mas num modelo simplificado. Onde você tem, além da segurança, um tipo de moradia charmosa, que, acredito, está sendo procurada também pela valorização dessa arquitetura – avalia Augusto Ivan, secretário municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro, que acredita que novas vilas possam ser construídas, onde houver terrenos adequados (ao comprido). – Eventualmente esse modelo de moradia pode ser usado com sucesso na cidade, em bairros de ocupação mais antiga como Méier, Tijuca, Catete entre outros.

Segundo Manoel Maia, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Estado do Rio (Secovi/RJ), a procura por casas de vila tem ainda um fator econômico: o alto valor dos condomínios dos prédios tradicionais.

– O baixo custo do “condomínio” das vilas é um atrativo, principalmente, para aluguel. Aliás, sempre que há casa para alugar já temos interessados na fila, seja nas zonas Norte ou Sul da cidade. O negócio é fechado de imediato – destaca Maia, cuja empresa administra várias vilas no Rio.

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