04/02/2007

A casa ligada no controle remoto

Fonte: O Estado de S. Paulo

Automação residencial permite que morador acione desde ar-condicionado até a banheira à distância

Marco Fernandes/AE Zap o especialista em imóveisSegurança – Tecnologia hoje permite que imagens de câmeras sejam controladas por quem assiste

Chegou o tempo em que se pode controlar remotamente diversos itens da casa. Por meio de um palm top ou pela internet, é possível programar desde a iluminação da sala de estar até a temperatura do ar condicionado. A automação em residências é um recurso que já aparece na planta de lançamentos de padrões alto e médio. Para alguns especialistas, a moda veio para ficar. Para outros executivos, a tendência deve ser vista com cautela.

“Esse é o futuro: dos itens à nossa volta serem cada vez mais automatizados”, afirma a arquiteta Fernanda Belotto, especialista em automação. Para ela, conforto, facilidade e, principalmente, economia de tempo fazem com que as pessoas procurem pelo recurso. “Há itens muito práticos. Por exemplo, quem tem banheira grande, gasta muito tempo para encher. Com a automação, a pessoa pode programar para que o banho esteja pronto na hora em que chegar em casa”
Entretanto, de acordo com a arquiteta, para que essa tecnologia seja instalada, é necessário planejamento. “A tendência é os novos empreendimentos já terem na planta a previsão da infra-estrutura para automação, porque ela exige mudanças físicas que resultam em gastos”, ressalta Fernanda.

De acordo com executivos de grandes construtoras, a automação já é realidade nos projetos dos novos condomínios. A Company, por exemplo, entrega todos os apartamentos com a infra-estrutura pronta para a instalação dos recursos. “Se o comprador quiser, entregamos também tudo instalado”, informa o gerente de incorporação da empresa, Fábio Romano.

Porém, isso ocorre mais freqüentemente em empreendimentos destinados a moradores mais jovens. “Casais de idosos, que não sabem ligar nem um computador, por exemplo, não pedem.”

Com o controle remoto, os moradores podem comandar iluminação e cenário, ar-condicionado, alarmes, banheira, persiana e forno, explica Romano. “A tecnologia em residência vai ficar cada vez mais presente.” Até porque, ressalta, os equipamentos estão mais acessíveis ao bolso do consumidor.

Câmeras estão entre os itens mais cobiçados. “Houve um casal que quis instalar câmeras em todo o apartamento para poder vigiar à distância se a babá está cuidando bem do filho recém-nascido”, comenta. Os clientes acessam as imagens online pela internet.

Pouco amigável 

Embora a automatização das residências seja um movimento considerado irreversível, ainda é fraco o interesse de compradores de imóveis nessa facilitação, segundo afirma Luiz Henrique Ceotto, diretor de Projeto e Construção da Tishma Speyer. “A grande realidade ainda é que 95% das pessoas não se preocupa com isso desde que você coloque interruptores ao lado da cama.”

Todos os novos projetos da incorporadora, no entanto, trazem a infra-estrutura necessária para que o morador possa transformar seu apartamento quando desejar. “Cada um tem sua mania, cada um tem seu projeto e instala do jeito que quiser.” Por isso, a empresa não oferece apartamentos já equipados. “Se você coloca, dificulta a vida das pessoas porque os sistemas ainda são um tanto complicados para manusear, para comandar as ações. Falta evoluir para mais simplificação”, observa.

Os compradores podem ainda não exigir automatização completa, mas algumas soluções já estão bem aceitas. É o caso da rede wireless para acesso à internet. De todos os recursos, a anteninha wi-fi tem sido a campeã de pedidos. Tanto que as construtoras estudam instalar a rede até mesmo nas áreas comuns. “O morador vai poder pegar seu laptop e acessar a internet na beira da piscina”, afirma Ceotto.

 

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