23/03/2004

A escolha dos móveis e materiais

Fonte: Editoria Zap

Zap o especialista em imóveis
foto: Tania Franco Sena

Se o hall do seu condomínio já dispõe de móveis, pesquise se vale a pena aproveitar alguma peça. Um estofado em bom estado às vezes pode ser restaurado por um tapeceiro e se adequar a um novo projeto de decoração.

Segundo o designer Francisco Cálio, muitas construtoras entregam os halls com apenas um estofado, um quadro ou um vaso de plantas. “Isso não é um projeto de decoração”, afirma. Na opinião da arquiteta Thereza Dantas, o grande segredo para decorar um hall é adequar a decoração à necessidade do espaço. “Se um hall é muito grande, não adianta apenas colocar num canto um espelho com aparador”, diz.

Zap o especialista em imóveis Ao invés de encher o hall de móveis, soluções arquitetônicas criadas por profissionais costumam resolver bem os ambientes. Por exemplo, painéis de madeira forrando as paredes aquecem e dão aconchego ao local; texturas nas paredes também ajudam a colorir o ambiente e são mais duráveis; lambris, biombos ou pinturas especiais podem disfarçar portas ou acessos de garagem. Esse tipo de solução, inclusive, diminui a incidência do uso de quadros. Hoje, as telas estão mais acessíveis (é muito fácil encontrá-las, a bons preços, inclusive em feiras de artesanato em praças ou shoppings). Porém, é difícil agradar a todos os moradores em relação ao estilo do quadro. Os abstratos, bem coloridos, costumam ser os mais usados.

A escolha de materiais também deve ser criteriosa na decoração de halls. Os revestimentos de estofados precisam ser resistentes. As camurças sintéticas – que viveram seu auge há alguns anos – hoje estão um pouco desgastadas, cedendo lugar para o couro. Há opções mais baratas do que o couro natural. “Costumo indicar o couro sintético nacional, disponível em várias cores, e que tem melhor relação custo-benefício”, explica o designer Fernando Jaeger. Outra opção é o chamado couro ecológico, mais caro que o sintético, porém com toque mais próximo ao tecido. Na opinião de designers e decoradores, estão em alta tecidos como chenile, algodão, veludo, linho e tecidos mistos (de algodão com seda, linho ou viscose, por exemplo), sempre com a proteção de teflon ou scotchgard (produtos que deixam o tecido impermeável a líquidos). Cores que disfarçam a sujeira, como os tons de terra, estão entre as preferidas.

Já em relação aos móveis, é raro encontrar um hall que não ostente uma dupla de aparador com espelho. “O aparador funciona bem em um local de passagem, servindo de apoio para um arranjo ou escultura, e o espelho dá amplidão”, diz a arquiteta Edilene Silveira Alessi. Para os aparadores, pode-se escolher entre madeira, mármore, alumínio, ferro (uma opção mais econômica, porém que não deve ser usada no litoral nem em áreas muito lavadas). Os bancos também são uma ótima opção para halls: com design moderno e, geralmente, estrutura de madeira, eles são menos confortáveis que um sofá ou poltrona, por exemplo, diminuindo a chance de que alguém se instale nele por muito tempo.

Zap o especialista em imóveisPara os salões de festas, deve-se optar por móveis que sejam de fácil manuseio e transporte. “Mesas que possam ser agregadas ou separadas e cadeiras empilháveis são ideais”, aponta Fernando Jaeger. Uma boa opção é usar mesas quadradas de 70 cm com bases de colunas tubulares e tampos em madeira (tratados com verniz poliuretano para maior durabilidade). Tampos de cristal ou mármore tornam as mesas pesadas e de difícil locomoção, assim como bases de mármore ou cimento. Conforme o tamanho do salão, é possível também fazer uma área de estar nele, com estofados. “Normalmente, os prédios só usam os salões para a realização de festas. Mas, há uma tendência apontando para o uso diário deste espaço. Pelo problema da falta de segurança nas grandes cidades, o ideal é os condomínios liberarem ao máximo as áreas de uso comum, principalmente para as crianças”, pondera Cássio Thut, da CTS Administração e Negócios Imobiliários.

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