30/03/2007

A geografia do preço dos imóveis

Fonte: Jornal da Tarde

Mercado cresce a cada ano, e algumas regiões se valorizam ainda mais e ganham infra-estrutura

José Patricio/AEZap o especialista em imóveisBairro de Higienópolis, na Zona Central de São Paulo, visto por sobre o teto dos hopping que leva seu nome; uma das áreas mais valorizadas da Capital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quais os bairros mais caros de São Paulo? Quem pensou em Jardim Europa (Zona Sul) e Higienópolis (Zona Central) acertou em cheio. Nessas regiões, atualmente, são encontrados os valores mais altos pedidos pelo metro quadrado. De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, o preço no tradicional e caro bairro da Zona Sul pode chegar a R$ 12.830, enquanto em Higienópolis ele alcança R$ 9.887.

Esses valores são referentes a empreendimentos de alto padrão. Um ‘modesto’ apartamento de quatro suítes, com cerca de 600 m² de área útil, por exemplo, pode custar algo em torno da ‘bagatela’ de R$ 7 milhões. O metro quadrado sai por quase R$ 11 mil. Além das características próprias do prédio, um dos motivos que levam o preço de um imóvel às alturas é a proximidade de boa infra-estrutura pública. É o caso do próprio Jardim Europa, com suas ruas planas e seguras e boa oferta de serviços sofisticados.

Por outro lado, na Zona Sul também há bairros mais baratos como o Campo Limpo, onde o metro quadrado de uma casa em condomínio pode custar cerca de R$ 1,2 mil. Mas o empreendimento mais barato da Grande São Paulo lançado em 2006, segundo a Embraesp, é em São Bernardo, no ABC – metro quadrado a R$ 818.

Higienópolis é o representante classe A da Zona Central, porém, na vizinha Barra Funda é possível encontrar apartamentos muito mais baratos, com preço médio de R$ 1 mil o metro quadrado. Os imóveis mais baratos, entretanto, estão no bom e velho Centro. Em prédios próximos à Rua Santa Ifigênia ou à Avenida Ipiranga, o metro quadrado pode ser cotado a até R$ 700, e, dependendo da idade da construção e da disponibilidade de garagem – na maioria dos casos, precária -, pode-se pagar ainda menos.

Na Zona Oeste, Perdizes está no topo dos endereços mais valorizados. O metro quadrado lá pode ultrapassar R$ 6 mil, porque o bairro é considerado uma espécie de ‘prolongamento’ de Higienópolis. Em contrapartida, em Osasco é possível encontrar apartamentos, cujo preço do metro quadrado é R$ 1 mil. Na Zona Leste, o Tatuapé continua valorizado.

Facilidades

O que faz um bairro ser valorizado são as facilidades que ele oferece a seus moradores. Hoje, as pessoas valorizam principalmente questões como transporte fácil, serviços oferecidos – e aí podemos incluir restaurantes, teatros, cinemas -, segurança, fácil acesso para as marginais e a própria infra-estrutura dos prédios.

 

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