17/03/2006

A vida transborda no Bangalô

Fonte: Casa & Jardim

Repórter de imagem: Bia Barros Fotos: José Wittner    A piscina é revestida de pastilhas de vidro brancas no centro (Colortil, 2 x 2 cm, a partir de R$ 19,90 o m2) e brancas, transparentes e azul-claras na “prainha” (GEA, 2 x 2 cm, R$ 3.600 no total). Bordas de sucupira, da Os Condes, R$ 250 … Continue lendo “A vida transborda no Bangalô”

Repórter de imagem: Bia Barros 
Fotos: José Wittner 

 

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A piscina é revestida de pastilhas de vidro brancas no centro (Colortil, 2 x 2 cm, a partir de R$ 19,90 o m2) e brancas, transparentes e azul-claras na “prainha” (GEA, 2 x 2 cm, R$ 3.600 no total). Bordas de sucupira, da Os Condes, R$ 250 o m2,e deque de ipê da Material de Construção Ilhabela, R$ 66 m2.Telhados executados pela Lavradão, R$ 160 o m2. O barreado – pintura manual com areia, cimento e barro – nas paredes de alvenaria foi feito por Waldemir Casa, R$ 10 o m2

ILHA BELA, litoral paulista. Sob a sombra de uma praia nativa, árvore típica da Mata Atlântica, uma passarela de 15 metros insinua-se por entre o jardim em direção ao bangalô de inspiração balinesa – a área de lazer da família. Esse anexo fora construído nos fundos da propriedade como forma de recuperar o interesse dos filhos do casal pela casa de praia. Eles estão entrando na fase adulta e ambos já cursam uma universidade. “Filipe e Anna cresceram e passaram a ter outras necessidades. Eu e meu marido procuramos ir ao encontro dessas mudanças”, explica a mãe e advogada Tânia Bragança, a proprietária.

Os 250 m2 da nova construção abrigam piscina aquecida, com iluminação por fibra ótica, que permite o banho inclusive à noite; ambientes de estar (com home theater) e jantar e uma cozinha com churrasqueira e forno a lenha. “Tudo foi planejado para ser usufruído ao máximo”, explica a arquiteta Aline Cobra, que assina o projeto.

A decoração reflete o gosto por peças que evocam histórias. O xodó de Tânia é uma cristaleira de madeira azul, feita há 80 anos, comprada de um colecionador e disposta na sala de jantar. Para combinar, ela mandou patinar suas cadeiras também em azul – cor que divide, com o branco, as atenções na ambientação.

Com o advento do bangalô, a família descobriu o prazer de cozinhar. Separada das salas de jantar e estar por uma bancada de granito branco polar, a cozinha possibilita que o chef da vez interaja com os convidados. “Meu filho é o mais entusiasmado. Faz um churrasco como ninguém”, conta a moradora. É ali que ela prepara suas especialidades, inspiradas nas cozinhas tailandesa, indiana e mediterrânea. O forno a lenha é outra atração: as rodadas de pizza são freqüentes e concorridas.

Igualmente disputada é a piscina de concreto revestida de pastilhas de vidro, com bordas de ripas de sucupira. A piscina “abraça”, com seu formato orgânico, uma grande pedra existente no terreno, e encontra-se inserida no jardim projetado pela paisagista Carmen Lúcia. Parece que as bromélias, palmeiras, helicônias e orquídeas, fornecidas pela também paisagista Nair Tanaka, sempre estiveram ali. Além dessas plantas, o casal fez questão de incluir árvores frutíferas para atrair as aves que habitam a ilha. “É maravilhoso ver um tucano comendo banana no pé”, destaca Tânia

A fachada do bangalô revela o capricho dos proprietários nos detalhes. Apaixonada por peças de demolição, Tânia garimpou pessoalmente os endereços onde comprar as esquadrias (a maioria de pinho-de-riga). Outro toque de exclusividade está no acabamento barreado (mistura de areia, cimento e barro, aplicada com as mãos sobre a alvenaria chapiscada) das paredes externas, que se repete na casa principal – uma escolha do marido Euclésio Bragança, médico.

Os telhados combinam telhas cerâmicas com piaçava, colocada nas partes mais altas por segurança, já que o material apresenta algum risco de incêndio. A parte interna tem madeiramento aparente, com forro de estuque. Entre as duas coberturas, um vão permite a entrada de luz natural e a saída do ar quente. Outros recursos que garantem uma temperatura sempre fresca no interior da construção são a ventilação cruzada (obtida por meio de aberturas opostas), a subcobertura e a própria piaçava, que, além do efeito estético, é um ótimo isolante térmico.

A iluminação natural – valorizada pelas paredes caiadas brancas, no interior – é mais um ponto forte do projeto. Todos os ambientes recebem luz durante o dia por meio das esquadrias envidraçadas. À noite, pendentes, arandelas e luminárias de chão imprimem um clima acolhedor.

A estratégia para reaproximar a família saiu melhor do que a encomenda: o bangalô tornou-se o lugar favorito do casal, dos filhos e dos amigos dos filhos. “Bom para eles e para nós”, comemora Tânia.

Preços pesquisados em dezembro e sujeitos a variações

Fonte: Revista Casa & Jardim

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