16/02/2007

Abra a porteira, mas vá com calma

Fonte: Jornal da Tarde

Adquirir imóvel no campo, geralmente, é a realização de um sonho, mas que requer alguns cuidados

Ségio CastroZap o especialista em imóveisA corretora Magda Martinelli e a paisagem de Atibaia, uma das cidades mais procuradas por imóveis no campo

A vida no campo não é mais aquela de antigamente, com ar bucólico e isolamento do agito das cidades grandes. Os shoppings já se instalaram também no interior, indústrias migraram para lá, e boa parte das comodidades urbanas, como internet e TV a cabo, também já chegou aos sítios e chácaras em ruas de terra batida. Talvez por isso mesmo, o sonho de ter uma casa de veraneio ou residência fixa no campo atraia cada vez mais gente.

Proprietária da Edel Imóveis, Magda Martinelli de Oliveira diz ser procurada com bastante freqüência pelos moradores de São Paulo interessados em se mudar ou apenas ter um espaço de lazer para os fins-de-semana. “São públicos diferentes, mas que chegam em proporções iguais. Tem muita gente querendo uma casa para morar, mas a procura por sítios e chácaras é na mesma proporção”, avalia a corretora, que atua em Atibaia, a cerca de 60 quilômetros da Capital.

Escolher um imóvel no interior, porém, pode ser mais complicado do que encontrar um lugar para morar na própria São Paulo. A distância do local desejado e as visitas esporádicas à cidade podem mascarar problemas e inconvenientes que devem ser evitados pelos compradores. Por causa disso, procurar a ajuda de uma imobiliária e de um corretor de confiança são importantes antes de fechar o negócio.

“A imobiliária se responsabiliza por toda a veracidade dos documentos do imóvel e pela checagem das condições do imóvel. Se houver algum problema depois, o comprador tem como ser ressarcido”, indica Júlio Reis, sócio da imobiliária Reis que atua na cidade de Sorocaba, um dos pólos de maior atratividade para os paulistanos.

Apesar de o índice de criminalidade ser bem menor no campo, a preocupação com a segurança não deve ser esquecida por quem decide se mudar. “No caso de um sítio, é preciso contratar um caseiro. Com isso, há o gasto com encargos trabalhistas. Tudo precisa ficar bem claro”, afirma Magda.

Para resolver o problema, uma solução encontrada pelos construtores foi a criação de condomínios fechados em terras interioranas, com as mesmas características dos grupamentos das metrópoles. “Esse é um dos maiores nichos de procura atualmente. O paulistano gosta muito de um condomínio, porque já se acostumou a viver assim”, comenta Reis.

Mais barato

Outra vantagem do interior – e que contribui para o êxodo metropolitano – é o valor do metro quadrado cobrado em cidades onde a especulação imobiliária é menor. Reis afirma que o preço dos imóveis costuma ser mais baixo e os benefícios, maiores. “Uma casa de 350m² custa cerca de R$ 350 mil. Em São Paulo é até difícil encontrar um terreno desse tamanho disponível, quanto mais por um preço acessível.”

 

 

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