25/03/2009

Adaptações na decoração podem deixar a casa mais segura para as crianças

Fonte: Globo online

Adaptações na decoração podem evitar acidentes domésticos com crianças. Tapetes soltos e brinquedos espalhados pelo chão são perigosos para os pequenos

Rio de Janeiro – Pequenas adaptações na decoração da casa podem deixar os ambintes mais seguros para crianças e sem perder charme. Os pais precisam ficar de olho nos filhos, pois, segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos acidentes com crianças acontece nas residências, principalmente as quedas entre os pequenos de até nove anos de idade. Tapetes soltos e brinquedos espalhados pelo chão estão entre os vilões dos acidentes domésticos. Para Sérgio Bahia, arquiteto e urbanista da Universidade Federal Fluminense (UFF) com experiência em acessibilidade, a criança precisa se adaptar aos elementos presentes no lar, pois, em breve, irá encará-los mundo afora. Mas a residência não pode ficar isenta de cuidados.

Fotos: DivulgaçãoZap o especialista em imóveisCasa segura para crianças

“Algumas adaptações nos ambientes podem dar maior autonomia às crianças e diminuir os riscos de acidentes. Os interruptores mais baixos, instalados nos novos prédios, de acordo com a norma de acessibilidade, atualizada em 2004, impedem que a criança tenha que subir em um banco, por exemplo, para acender a luz, e assim, ter maior possibilidade de queda. Os tablados podem ser uma boa opção para acesso às torneiras. O importante é pensar em um ambiente ergonômico, que facilite as atividades desempenhadas pela criança na casa, sem trazer riscos”, explica Sérgio Bahia.

A disposição dos móveis também pode interferir na segurança dos pequenos. Em lugares de passagem, Bahia desaconselha o uso de mobiliário que interfira no fluxo interno da casa.
“Eu senti isso na testa (risos). Quando era criança, tinha um móvel que ficava no meio da casa e eu, num tropeço, bati com a testa nele. Se o móvel tivesse localizado num lugar mais protegido, ou seja, respeitando o fluxo continuo, eu não teria corrido risco de acidentes”, acrescenta Sérgio Bahia.

Zap o especialista em imóveisCubos para guardar brinquedos e evitar acidentes

Pisos antiderrapantes são mais aconselháveis em residências para este público infantil que ainda não possui total equilíbrio do corpo. Os adesivos para tapetes também funcionam como bons estabilizadores. Ainda assim, caso a criança sofra uma queda durante seu trânsito pela casa, os móveis de vidro e de arestas vivas trazem maior possibilidade de acidentes graves. A arquiteta de interiores Andrea Chicharo sugere o uso de móveis de madeira e de pontas arredondadas.

“Os adultos muitas vezes não percebem o perigo que esse tipo de mobiliário pode causar. Eu sempre sugiro para as minhas clientes evitar o uso desse material em mesas de centro. Também procuro investir em móveis que não sejam pontiagudos. É importante a utilização de materiais que não tragam grandes riscos de corte aos pequenos”, explica Chicharo.
 
A criança pode ser capaz de fazer qualquer negócio para alcançar seu brinquedo na estante alta da sala. Para não deixar a casa sempre bagunçada e facilitar o acesso dos meninos aos seus brinquedos, há mobiliários que facilitam o alcance aos objetos e são fáceis de manusear. A proprietária da loja Hit””s Kids “”n”” Teens, Ana Claudia Camargo, indica o uso de cubos para guardar os badulaques dos pequenos. Os cubos, feitos com material de fácil manuseio, podem ficar embaixo de estantes e abrigar todos os objetos do filho, além de facilitar a arrumação da casa.

Para cada faixa etária há um mobiliário adequado. Em quartos para crianças de até quatro anos de idade, por exemplo, Ana Cláudia indica o uso de cadeiras fixas, sem rodinhas. Além disso, a altura das estantes, camas, mesinhas e prateleiras de armário deve corresponder à estatura dos meninos. O bom senso vale como melhor meio de evitar riscos de acidentes. E quanto maior for o cuidado com uma decoração adequada e ergonômica, melhor. No entanto, quem optar por usar móveis convencionais, deve ter atenção para não colocar brinquedos em locais de difícil acesso.

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