30/10/2006

Adapte o imóvel aos seus sonhos

Fonte: O Estado de S. Paulo

Proprietários gostam de transformar o apartamento, acrescentar ou tirar cômodos, com toque pessoal

Quem assiste a uma conversa entre a empresária Janete Szafram de Oliveira e a arquiteta Cloní Santiago imagina que as duas são amigas de longa data. Se abraçam, brincam, dão risada, falam de diversos assuntos na maior descontração. Mas o motivo do encontro das duas, que ocorre a cada três meses, é profissional.

Há quase dois anos, Janete comprou uma cobertura no condomínio Horizons, Alto da Lapa, no lançamento. A construção permite a personalização dos imóveis desde a planta até o acabamento. E é Cloní quem acompanha e orienta todas as mudanças desejadas pela proprietária, desde que assinou o contrato.

“Foi um lance de simpatia mesmo”, explica Janete. Essa afinidade ajudou bastante na hora de planejar o apartamento novo porque é importante conhecer o estilo de vida da família para saber quais são as prioridades na personalização do imóvel, explica a arquiteta. No apartamento de Janete, vários ambientes foram transformados. “Mexi no banheiro master, mudei a banheira, ampliei a sala e puxei mais uma suíte”, conta a proprietária. Na hora de escolher o acabamento, Cloní até deu uma mãozinha técnica para que a amiga conseguisse convencer o marido a optar pelo modelo de azulejo que queria. Janete gostou de uma cerâmica decorada – um pouco mais cara do que a padrão. “Mas o armário vai tampar tudo”, era o argumento do marido contra a mudança. Mas quando Cloní explicou que, além de mais bonita, a peça era mais durável, ele se convenceu.

A orientação dos arquitetos é fundamental para que os proprietários saibam as limitações estruturais do empreendimento. Há pilares, troncos elétricos ou hidráulicos, por exemplo, que não podem ser mudados de lugar. Por isso, as construtoras costumam oferecer um número fechado de opções de plantas. No caso do Horizon, construído pela Even, foram criadas 34 plantas diferentes.
“É muito difícil a pessoa não se achar. Elas atendem 95% dos clientes”, diz o engenheiro responsável Paulo Otávio de Moura.
Os acabamentos também são pré-determinados. Para o Horizon, a Even criou três opções de kits de ferragens, louças, metais, revestimentos, pisos para cada ambiente. “Nenhum apartamento fica igual”, garante o engenheiro.

Janete ficou satisfeita. “Deu pra fazer tudo o que eu queria”, diz. A possibilidade de personalizar o imóvel foi decisiva na hora de fazer negócio. “Não compraria o que eu não pudesse mexer. Seria perda de tempo. A gente aproveita para fazer as alterações enquanto está construindo.” Assim, ela também encontrou uma forma de sentir que está participando do processo. “A sensação é a de que eu mesma estou construindo. Moro a uma quadra e sempre vou espiar. Dá mais confiança.”

Espaço

A busca pelo conforto foi o que motivou as modificações no apartamento do gerente de tecnologia Guaracy Oliveira Lima Júnior, no condomínio Singolare, da Klabin Segall, no Morumbi. “Meu antigo apartamento era muito pequeno. Estava ávido por espaço.” Como mora sozinho, preferiu eliminar um dos dormitórios para ampliar a sala. “Não preciso de quatro dormitórios.” Assim, o home theater pôde ganhar uma atenção especial.

Outras alterações foram feitas para acomodar seus eletrodomésticos modernos. “Queria pontos de água quente na lavanderia e outro para a geladeira, que produz gelo.” A solução foi agregar a dispensa à cozinha.

O gerente ficou satisfeito. “É a possibilidade de deixar a minha assinatura no apartamento.” E o custo, segundo calculou, ficou menor do que se fosse comprar um apartamento e reformá-lo em seguida. “Você ganha tempo e mantém o padrão de qualidade da construtora e fica mais barato porque você só paga a diferença.”

Personalização

O lançamento ocorre um ano antes do início das obras, seis meses depois, os arquitetos convocam os proprietários para uma reunião em que são apresentadas as opções de plantas. Segundo a arquiteta Karina Braghini, da Klabin Segall, há uma entrevista em que o profissional coleta informações do estilo de vida do cliente para entender suas necessidades. “É uma relação de confiança.
Vou mexer, muitas vezes, no maior bem da família”, explica. Quando os proprietários têm dificuldades para visualizar as alterações que desejam, as reuniões ocorrem num apartamento modelo. “A gente mostra o material”, às vezes a conversa dura até quatro horas para acertar os detalhes. 

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