15/10/2008

Adolescentes preferem cores fortes e formas mais limpas na decoração de seus quartos

Fonte: Globo online

Não basta apenas trocar as cores das paredes e os móveis. É necessário algo mais radical

Zap o especialista em imóveisCores fortes chamam mais a atenção dos jovens

Rio – Os filhos cresceram? Chegaram ou estão chegando à adolescência? Então, prepare-se, pois está mais do que na hora de dar cara nova ao um dos espaços preferidos deles, especialmente nesta fase da vida, que é o quarto. Em geral, saem os tons pastéis e entram as cores mais vibrantes e fechadas. Às vezes, não bastam apenas trocar as cores das paredes e os móveis. É necessário algo mais radical. Foi o que aconteceu com os irmãos André Alves, de 14 anos, e Marina Alves, de 12 anos, que dividiam o mesmo quarto até o começo deste ano. Na busca por mais privacidade, vale tudo. Até mesmo se mudar para o antigo quarto de empregada, onde já havia um escritório.

“Eu queria muito mudar de quarto. É muito melhor ter um espaço só meu e não ter que arrumar a bagunça dos outros. Como o computador ficou no quarto da minha irmã, ainda passamos boa parte do tempo juntos lá, mas não tem problema”, afirma o adolescente realizado com o sossego de seu espaço.

Além da necessidade de ter um canto para chamar de seu, os adolescentes, obviamente, querem algo com o jeito deles. Antenadíssimos, na hora da transformação, não se deixam convencer pelos argumentos dos pais. Exemplo disso foi um dos projetos citados pela arquiteta Jacira Pinheiro, que se impressionou com o interesse e a personalidade de uma adolescente de 14 anos que escolheu tudo que há em seu quarto. Acompanhada pela mãe, ela participou das reuniões, aprovou o projeto apresentado com imagens em terceira dimensão, foi às lojas de móveis e de tecidos para escolher tudo do seu jeito. Quis móveis contemporâneos com linhas retas e sem frufrus, optou pelas cores mais fechadas e ainda escolheu uma reprodução do pintor holandês Van Gogh. Claro, também não faltou um painel de fotos para ela colocar as fotografias dos amigos e do namorado.

“Logo nos primeiros contatos, ela me contou que seu quarto anterior era cor de rosa clarinho com papel de parede com florzinhas e já estava cansada de tudo aquilo. Disse queria roxo, lilás e branco. Aliás ela sempre estava usando alguma peça roxa. Quando fiz o teste das tonalidades das cores, a mãe até tentou argumentar que a tonalidade mais clara poderia ser mais bacana, mas ela fez questão dos tons mais fechados”, afirma Jacira.

Zap o especialista em imóveisNeste caso, a marcenaria que era de fórmica foi pintada de branco e redistribuída

A arquiteta Adriane Lacorte Branco também diz que adolescentes são cheios de atitudes na hora de dar o tom ao seu espaço. Ela relata que certa vez sugeriu que uma das paredes do quarto do adolescente fosse pintada de preto. Os pais ficaram um tanto receosos com a proposta. Mas o filho, na faixa dos 16 anos, amou a idéia. Vale ressaltar que a decoração anterior já tinha cerca de dez anos e nos tons pastéis. A arquiteta apresentou algumas fotos de quartos com referências semelhantes e layouts que aos poucos foram caindo também no gosto dos pais, que de imediato torceram o nariz para o preto e tentaram estimular o filho a optar pelo verde musgo ou pelo azul marinho. Mas o adolescente ganhou. Toda a marcenaria que era de fórmica foi pintada de branco e redistribuída. Com isso, o ambiente não ficou pesado e todos curtiram o resultado. Como o adolescente joga tênis, também foram criados nichos para que o adolescente colocasse seus equipamentos. Num outro projeto, em que dois irmãos também quiseram separar os quartos, Adriane apostou na técnica de grafite, sendo que em cada um deles foi oferecido um estilo diferenciado. O mais velho, que toca guitarra e tem alguns equipamentos de som, optou pela grafite estilo nova-iorquino nas tintas preta e branca feito pela artista plástica Kitty Carvalho. Já para o mais novo foi criado um grafite mais colorido. 

Zap o especialista em imóveisJovens podem optar ainda por criadar imagens grafitadas nas paredes

Enfim, nada com garantir a identidade do espaço de cada um e ter um canto para chamar de seu.

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