10/08/2007

Agora, a regra é para valer

Fonte: Jornal da Tarde

Ampliação da faixa de renda mensal familiar (de R$ 3,9 mil para R$ 4,9 mil) e aumento do valor máximo do imóvel (até R$ 130 mil) para financiamento com verba do FGTS foram publicadas no Diário Oficial da União ontem

Robson Fernandejes/AEZap o especialista em imóveisMudanças vão beneficiar trabalhadores que têm conta ativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

Já está em vigor a medida que amplia de R$ 3,9 mil para R$ 4,9 mil a faixa de renda bruta mensal familiar para financiamentos de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A resolução 535 do Conselho Curador do FGTS foi publicado ontem no Diário Oficial da União e seu texto também altera o valor máximo dos imóveis.

Nas capitais e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, o teto sobe de R$ 100 mil para R$ 130 mil. Nas demais capitais, o valor aumenta de R$ 80 mil para R$ 100 mil. No restante do País, o teto foi ampliado de R$ 72 mil para R$ 80 mil, sendo que a renda familiar bruta máxima exigida continua sendo de R$ 3,9 mil.

Somente neste ano, o fundo informou que vai aplicar R$ 6,8 bilhões em habitação. As mudanças foram decididas na última reunião do Conselho Curador do Fundo, realizada na semana passada. A medida tem por objetivo facilitar o acesso aos financiamentos, especialmente para a classe média.

Juros menores

Outra mudança sacramentada na reunião do Conselho da semana passada, mas que só vale a partir de janeiro de 2008, é a redução da taxa de juros do financiamento habitacional em 0,5 ponto porcentual para os trabalhadores que têm conta ativa de FGTS.

Pela nova regra, um empréstimo deste tipo concedido a quem não tiver conta vinculada ao FGTS tem juros de 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Já o trabalhador participante do FGTS pagará 7,66% mais TR. A medida consta da resolução 537, igualmente publicada no Diário Oficial de ontem.

Atualmente, quem toma empréstimos com recursos do FGTS paga uma taxa de 6%, mais TR, acrescidos dos custos bancários, a título de remuneração para as instituições financeiras, o que, no final, sai mais caro para o tomador do empréstimo. O conselho estima que a mudança deverá beneficiar 80 mil trabalhadores com conta do FGTS.

Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, as mudanças foram muito positivas, porque com a ampliação da faixa de renda e do valor do imóvel, o volume de recursos emprestados pelos bancos passa a ser maior e deve forçar uma queda dos juros.

 

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