06/10/2008

Água quente à vontade

Fonte: Jornal da Tarde

Produtos garantem a circulação de água aquecida em todos os pontos da residência

Duchas generosas de água quente, torneiras com misturador, banho com qualidade. Se está na hora de reformar o banheiro, essa pode ser a chance de aproveitar a quebradeira para a instalação de um sistema central de aquecimento de água e sair do tradicional chuveiro elétrico e economizar na conta de energia.

A obra não vai ser tão simples, pois em locais onde não há encanamento pronto para água quente será necessário refazer toda a instalação hidráulica. “Tem de ser um encanamento específico, geralmente de cobre ou PVC apropriado. Mas o investimento vale a pena. Em um a dois anos já se pode sentir no bolso o retorno do gasto para a instalação de um novo sistema em substituição ao chuveiro elétrico. E a conta de gás não vai subir tanto assim”, afirma José Luiz Vinha, engenheiro civil. De acordo com o profissional, o mercado oferece aquecedores de boa qualidade a partir de R$ 800, com capacidade de atender uma família de quatro pessoas.

Nos apartamentos mais novos há toda a tubulação preparada para a opção de um sistema de aquecimento, geralmente a gás. O mercado oferece hoje dois tipos de produtos que necessitam desse combustível: o de acumulação e o de passagem. O primeiro ocupa mais espaço e armazena a água aquecida em um boiler, enquanto o segundo pode ser instalado em pequenos ambientes e esquenta a água na hora do uso.

“Para fazer a adaptação para o novo sistema, o importante é pensar em soluções para se evitar gastos desnecessários. A lavanderia tem sido boa opção para a colocação do aparelho, pois além de ser ventilada – uma das normas de segurança exigida para a colocação do sistema a gás – também está próxima da cozinha, de onde vem o encanamento de gás, o que facilita a obra”, comenta a arquiteta Clélia Regina Angelo.

Entre as recomendações da profissional estão os modelos importados, com um preço pouco acima dos artigos nacionais, mas mais compacto e que funciona de forma mista, com uso também de energia elétrica para o sistema que controla a temperatura e o tempo de funcionamento.

Produtos
Abrir a torneira e ter água quente no mesmo momento pode ser uma realidade por meio de uma bomba de circulação, que mantém a temperatura aquecida tanto dos canos quanto da água quando essa for utilizada.

“Já que vai aproveitar para quebrar tudo, pode ser trabalhado o encanamento para essa opção, que garante a circulação de água aquecida em todos os pontos da residência”, explica o engenheiro civil José Luiz Vinha.

Nesse caso, o aparelho precisa ter uma caixa de acumulação – seja aquecimento a gás, solar ou elétrico – para ter a quantidade de água armazenada para a passagem constante por todos os canos.Segundo Vinha, essa opção também ajuda a diminuir os gastos com água na residência “Enquanto a água não esquenta, ninguém entra debaixo do chuveiro, por exemplo, e nessa hora há muito desperdício”, comenta.

A bomba é elétrica, com potência baixa e pouco consumo, e fica ligada ao reservatório. “Não é um produto caro e não gasta muita energia, mas os sistemas em que esse pode ser instalado não são os mais baratos por causa do reservatório, mas garante uma boa qualidade da água”, diz o engenheiro.

Aquecedor solar é opção ecológica, mas cara
Para quem mora em casa, além dos aparelhos a gás e elétrico, a opção também pode ser a do aquecedor solar, o sistema mais caro entre as opções no mercado, mas, ecologicamente, o mais corretor, por não emitir nenhum tipo de poluente como seus concorrentes.

Para a adaptação do chuveiro elétrico para o aquecimento solar, a obra necessária não será apenas nas paredes para um encanamento específico para água quente, mas até o telhado da residência pode precisar de alterações para receber as placas fotovoltaicas necessárias para a captação e transformação da energia. “Só vale a pena para uma casa que recebe uma quantidade razoável de sol ao longo do dia, que não seja encoberta por um edifício, por exemplo. As placas ainda precisam estar voltadas para o lado certo, com um ângulo correto, o que pode fazer até que o telhado tenha que ser adaptado”, explica o arquiteto Luis Paulo Machado de Almeida.

Mesmo com o preço elevado, para a arquiteta Flávia Wahba, essa é a melhor opção no caso de residências. “ O investimento, nesse caso, vai demorar um pouco mais para ser compensado do que as outros sistemas disponíveis no mercado. No entanto, não deixa de ser uma opção boa pelo resultado que ela traz na economia de energia elétrica e na proposta ecológica”, afirma.

O projeto de aquecimento por meio de energia solar trabalha com um sistema de acumulação, que exige um boiler para manter a água aquecida. “É uma opção que exige espaço tanto no telhado ou outro local para as placas quanto para colocar o tanque que será o reservatório do quê foi aquecido. A quantidade de placas ainda vai depender do tamanho do reservatório e da quantidade de água que será gasta na casa”, diz Flávia.

No entanto, os profissionais não recomendam o uso do sistema de aquecimento solar sozinho. “É necessário um sistema de apoio em caso de dias nublados, que ocorrem com freqüência em São Paulo. O mais comum são os elétricos, que, geralmente, já vem acoplado ao reservatório, trabalhando como um boiler – mas também pode ser ter um sistema a gás como auxiliar. Outra solução pode ser deixar um chuveiro elétrico instalado em um banheiro. Se houver qualquer problema, o banho não vai ser gelado”, comenta a arquiteta.

“Independente da escolha do tipo de aquecedor, a obra em uma casa é sempre mais fácil do que em um apartamento, além de ter mais opções de produtos. Mas tudo vai depender da vontade do proprietário”, avalia Almeida.

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