01/04/2007

Alphaville passa por verticalização

Fonte: O Estado de S. Paulo

Nos últimos dois anos, região onde predominam casas tem atraído também prédios de alto padrão

Agliberto Lima/AEZap o especialista em imóveisCotação – Apartamentos de 4 dormitórios têm em média 198 metros quadrados e custam R$ 577 mil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A região de Alphaville, em Barueri (SP), é um pólo de atração de condomínios residenciais de alto padrão fora da capital paulista já consolidado que vem passando por um processo de expansão. Com ele, parte do município de Barueri cresceu e agora o desenvolvimento avança sobre a cidade de Santana do Parnaíba. O sucesso dos loteamentos no local tem puxado o crescimento para a região batizada de Tamboré, onde surgem também condomínios horizontais e verticais.

Nos últimos dois anos, a região tem passado por um processo de verticalização. Apartamentos de quatro dormitórios com cerca de 198 metros quadrados custam de R$ 577 mil em média. Nenhum condomínio de casas foi lançado no período com unidades de quatro dormitórios, conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa de Patrimônio (Embraesp). Só de dois e três quartos.

Em Alphaville, a urbanização surgiu estimulada pela instalação de um pólo industrial e de serviços criado pela antiga construtora de Albuquerque Takaoka. Na década de 1970, o empreendedor adquiriu uma área de 5 milhões de metros quadrados onde empresas não poluentes montaram suas sedes.

“A partir daí começou a surgir demanda dos funcionários de altos escalões para morar perto. E nasceram os condomínios Alphaville”, conta Marcelo Puntel, diretor da Alphaville Urbanismo, empresa que assumiu os negócios da construtora Takaoka após a morte do fundador. Ao todo, foram levantados 15 condomínios, sendo 13 de lotes e dois com casas prontas.

Em Tamboré, o desenvolvimento segue a mesma lógica de Alphaville. “Não foram as pessoas que levaram o desenvolvimento para a região. Foram as incorporadoras que levaram o desenvolvimento”, observa Eduardo Gorayeb, da Rodobens Negócios Imobiliários.

E o público-alvo permanece o mesmo. “A proposta é atender trabalhadores locais de classes média e média alta, de 15 a 30 salários mínimos”, diz Gorayeb. Casas de 140 metros quadrados a 250 metros quadrados de área construída são encontradas por valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. E a liquidez é boa. “Construímos mais de 1.300 casas e seis condomínios com sucesso.”

Marginal

No entanto, houve uma fase em que o crescimento urbano provocou a saturação da Rodovia Castelo Branco – principal via de acesso ao bairro. Com a construção da marginal, o problema se resolveu e a região voltou a crescer.

“A marginal facilitou muito, mesmo com o pedágio. Trouxe novos investimentos”, ressalta Puntel, da Alphaville Urbanismo.

O tempo de acesso à capital , que antes podia passar de uma hora, agora é feito num tempo curto para os padrões paulistanos. “Do Shopping Villa Lobos até Alphaville levo 15 minutos de carro. Pego apenas dois faróis.”

Outro fator que atrai moradores para a região é a qualidade de vida. “É muito diferente de São Paulo, com áreas verdes”, diz Mauro Santi, diretor de Incorporação da MPD Engenharia. A construtora lançou no período de 2000 a 2005 empreendimentos num total de R$ 300 milhões em valor de vendas e só no ano passado superou R$ 240 milhões. A empresa pretende repetir a marca em 2007 e 2008.

 

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