14/04/2010

Aluguel: mais renovações formais

Fonte: Jornal da Tarde

Maior segurança e mais chances de negociação fazem com que a modalidade cresça em SP

(Foto: Agência Estado)
Aumentou em 27% o número de renovações formais de contratos (Foto: Agência Estado)

Está mais seguro e mais fácil discutir e renovar os contratos de aluguéis em São Paulo. É o que revela uma pesquisa realizada pela empresa Lello Imóveis, uma das maiores administradoras de condomínios e de imóveis da Capital.

Em 2009, segundo o levantamento, aumentou em 27% o número de renovações formais de contratos de aluguel residencial em relação ao ano anterior. Para o Sindicato da Habitação (Secovi–SP), que confirma a tendência na cidade, isso significa que há mais pessoas interessadas em reavaliar cláusulas contratuais antes da renovação.

Para Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi, “antes das renovações formais, o contrato vencia e a única garantia que o inquilino tinha de permanecer na casa era verbal. Além disso, como o locador precisa assinar o novo contrato no caso de uma renovação, é necessário um encontro na imobiliária para discutir reajustes no preço do aluguel”.

A diretora da Lello Imóveis Roseli Hernandes ressalta ainda que, na renovação, a imobiliária tem a chance de atualizar os dados do inquilino, verificar se a residência tem problemas de manutenção e se precisa de algum reparo.

“Essa vistoria permite também que possamos reavaliar o valor real do imóvel. Além sido, renovar o contrato sai mais barato do que alugar outro imóvel, sem contar nos transtornos da mudança”, diz Roseli.

O advogado Rodrigo de Marco optou pela renegociação do contrato quando o período de vigência terminou e acabou se beneficiando. “A imobiliária queria aumentar o preço do imóvel. Eu argumentei que, no meu prédio, os aluguéis dos outros apartamentos eram mais baixos e consegui um reajuste menor.”

Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), renegociar é uma boa oportunidade para sugerir mudanças no contrato, mas o inquilino não deve ir ao encontro de mãos vazias.

“Não adianta chegar na reunião com a imobiliária pedindo um desconto no reajuste. O inquilino deve ter bons argumentos ou propostas pertinentes, como pedir um abatimento das parcelas do aluguel em troca de uma reforma que seria responsabilidade do locador”, afirma Maria Inês.

Acompanhar os índices oficiais de reajuste de locação também é importante. Mensalmente, índices como IGP-M e INPC são divulgados pela mídia. O inquilino deve procurar saber pelo contrato qual deles é usado para definir os reajustes do imóvel. Se houver um reajuste muito acima dos índices oficiais, pode-se acionar um órgão de defesa do consumidor e registrar uma reclamação contra a imobiliária.

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