03/01/2014

Aluguel no litoral em janeiro quase triplica em SP

Imóvel que custava R$ 100 a diária em 2013 é locado por R$ 375, aponta pesquisa do Creci-SP

Fonte: ZAP Imóveis

O aluguel de imóveis por temporada no litoral de São Paulo está bem mais caro do que no mesmo período do ano passado.

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se

Aluguel no litoral em janeiro quase triplica em SP
Pesquisa mostrou que o período médio de ocupação dos imóveis varia de um a dez dias em janeiro (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Segundo pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), o aumento da diária chegou a 275% para casas de um dormitório em cidades do litoral norte, como Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião em janeiro.

No mesmo período de 2013, a locação do mesmo tipo de imóvel saía a R$ 100 por dia. Agora, o valor subiu para R$ 375, quase o triplo de alta. O segundo maior aumento do aluguel nessas cidades foi o de casas de dois dormitórios – a diária subiu 127,27%, passando de R$ 220 para R$ 500.

Ainda nessa região, somente um entre oito tipos de imóveis em oferta nas imobiliárias não aumentou o aluguel: o de casas com quatro dormitórios, que sofreu queda de pouco mais de 12%, passando de R$ 972 em janeiro do ano passado para R$ 850 no primeiro mês deste ano.

Já o imóvel mais barato para locação no litoral norte são os apartamentos de um dormitório. A diária deles custa R$ 350, em média, um aumento de 75% em relação aos R$ 200 de janeiro de 2013.

Na região central, casas de quatro dormitórios também tiveram a diária reduzida em mais de 48%, passando de R$ 1.627 para R$ 834. Foi a maior queda registrada em todo o litoral.

“Há uma tendência de alinhamento dos valores de locação que tem se intensificado nos últimos anos, tornando semelhantes as diárias de imóveis de mesmo padrão”, analisou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci, via nota.

Entre os fatores que levam a essa aproximação de valores, ele apontou a melhoria do urbanismo de cidades praianas, as condições de infraestrutura de hospedagem e o maior fluxo de locatários temporários.

“Cidades do litoral sul se capacitaram para receber mais visitantes, com obras de reforma e urbanização das orlas das praias. Além disso, um maior número de famílias passou a ter renda disponível para esse tipo de lazer e as cidades do litoral norte continuam atraindo um público de maior renda”, completou.

A pesquisa do Creci mostrou ainda que o período médio de ocupação dos imóveis varia de um a dez dias. “Mas sempre é possível negociar prazos e valores”, orientou Neto.

Já o número de pessoas permitido pelos proprietários varia de acordo com o tipo de imóvel. O máximo para casas e apartamentos de um dormitório é de até cinco ocupantes, chegando a 20 nas casas com quatro dormitórios.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.