26/02/2010

Aluguel pode ter a 1ª alta desde julho

Fonte: Jornal da Tarde

Contratos com revisão em março terão reajuste de 0,24%, pequeno, mas sinal de nova tendência

Pela primeira vez desde julho do ano passado o aluguel residencial deve subir. O IGP-M, índice de inflação medido pela Fundação Getúlio Vargas – e o mais adotado para a correção dos valores – variou 1,18% em fevereiro, fazendo com que o acumulado dos últimos doze meses ficasse em 0,24%. Embora pequeno, o índice inverte uma tendência de sete meses.

Os reajustes acontecem de acordo com a periodicidade determinada em contrato, que geralmente é de um ano. A correção se dá no mês em que o contrato completa um ano, baseada no índice acumulado nos 12 meses anteriores. Estima-se que 90% dos contratos residenciais sejam indexados ao IGP-M. Aplicando a correção de 0,24% ao mês, um aluguel de R$ 1 mil, passaria a R$ 1.002,40 a partir de março.

A última vez que o IGP-M teve resultado positivo foi em junho do ano passado, elevando os alugueis reajustados em julho em 1,52%. De julho a janeiro, foram sete meses de deflação e, consequentemente, correções negativas nos valores que aniversariaram no período.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), José Augusto Vianna Neto, o índice não assusta e pode até ser desprezado pelo locador. “Se o relacionamento é bom, o pagamento é em dia, pode até haver um acordo para não aumentar”, afirma ele.

Mas, segundo o gerente do Departamento de Economia e Estatísticas, do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Roberto Akazawa, a fase de deflação nos aluguéis acabou. Ele se baseia nas previsões do Banco Central, que acredita que o IGP-M chegue a acumular 4,5% em 12 meses entre agosto e setembro, e chegue ao fim do ano com 5,3%. “De agora até o fim do ano, a tendência deve ser de pequenas altas, um pouco maiores a cada mês”, afirma.

RENOVAÇÃO DE CONTRATO – Já nas correções na hora de renovar contrato de aluguel que chegou ao fim, os índices não têm influência. O que dita os novos valores é a tendência do mercado, atualmente, de alta. Viana diz que a oferta em São Paulo está escassa, e muitos proprietários aproveitam o fim dos contratos para aumentar os ganhos. “Tem muito contrato que prevê aluguel de 0,5% do valor do imóvel no fim, que pode conseguir até 1,2%”, afirma.

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