06/10/2010

Aluguel sobe 15,21% em São Paulo

Fonte: Jornal da Tarde
(Foto: Divulgação)
Nos dois meses anteriores, houve queda no preço de aluguel em novos contratos (Foto: Divulgação)

Os contratos de aluguel fechados em agosto tiveram reajuste de 15,21%, em média, no valor mensal em relação ao registrado no mês anterior. A alta é apontada por uma pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), divulgada ontem. O levantamento mostra que a pequena oferta diante da grande procura por unidades para locação segue a pressionar o mercado paulistano de imóveis.

Nos dois meses anteriores, houve queda no preço de aluguel em novos contratos, porém isso foi recuperado com a alta de agosto. “A pressão da lei de oferta e procura continua no caso dos aluguéis e, por isso, esse mercado oscila assim e se regula sozinho. Quando há mais imóveis para alugar, o preço cai. Quando há menos, o preço sobe””, explica José Augusto Viana Neto, presidente do conselho em São Paulo.

Na opinião de Viana, a tendência é que os preços continuem a subir nos próximos meses. “Não há movimento de produção de imóveis para locação e nem de investidores para esse mercado. Esperávamos que a nova lei do inquilinato – que permite a retirada do inquilino devedor com mais facilidade – ajudasse a atrair investidores nesse setor, mas ainda não teve grande efeito”, diz o dirigente do Creci-SP.

Em agosto foram alugados 1.129 imóveis, de acordo com 549 imobiliárias consultados pelo conselho. Isso equivale a 1,57% a mais do que o mês anterior. Desse total locado, 54,3% eram apartamentos e 45,7% casas. O fiador esteve presente em 50,13% dos contratos no período.

O que chama atenção na pesquisa, ressalta Viana, é que há aumento de procura de imóveis para locação em bairros mais periféricos da capital paulista, como Campo Limpo, Brasilândia, Guaianases, Lauzane Paulista e Vila Arpoador. “Isso mostra que há migração de moradores de outras regiões, que não estão conseguindo pagar o aluguel que continua a se valorizar”, analisa o especialista.

Na zona oeste, o preço do aluguel subiu tanto nos últimos anos que, hoje, estão com valores estagnados. “Já valorizou demais essa região de Perdizes e Pinheiros. É um dos aluguéis mais altos da cidade”, explica Silvia Viani, subgerente de locação da Pacheco Imóveis.

Na região em que a imobiliária atua, o aluguel de uma apartamento de dois dormitórios é de R$ 1,5 mil. “E as unidades são poucas. Se a moradia está em boas condições, não fica duas semanas sem um novo inquilino”, conta. Imóveis de três dormitórios são os mais oferecidos na zona oeste. E a locação custa, em média, R$ 2 mil.

 

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