17/12/2008

Aluguel vai subir e imóvel ficará estável

Fonte: Jornal da Tarde

A estimativa, do Secovi, leva em conta a queda do ritmo de lançamentos por causa da crise econômica

Os aluguéis na cidade de São Paulo vão continuar subindo no próximo ano. A previsão é do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP), que ontem apresentou um balanço do setor em 2008. A falta de imóveis para locação, aliada à crescente demanda, tem levado os reajustes dos contratos a superar os índices de inflação.

Este ano, os aluguéis variaram em média 12,5%, de acordo com projeção do Secovi. O resultado deve ficar acima da inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que encerrará 2008 próximo de 11%, e pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechará o ano em torno de 6,5%.

Em 2009, não será diferente.”Existe uma escassez de imóveis em São Paulo há três anos”, afirmou ontem José Roberto Federighi, vice-presidente de Locação do Secovi. ?Por isso, a tendência no curto prazo é que os preços continuem subindo.?

Dados da entidade mostram que, em 2005, demorava-se em média 35 dias para alugar um imóvel na Capital. Em outubro deste ano, o índice chegou a 12 dias. Como a oferta de imóveis para locação não aumenta rapidamente, a pressão sobre os preços vai continuar.

O cenário para quem vai comprar um imóvel em 2009, porém, é um pouco melhor. Apesar da crise econômica, que vem reduzindo o número de lançamentos nos últimos meses, a aposta do Secovi é na estabilidade dos preços.

A estimativa da entidade é que o ano de 2008 termine com cerca de 35 mil unidades lançadas. A projeção para o ano que vem é de 28 mil unidades, um valor mais próximo do registrado em 2006 – um ano considerado “mais realista”. O estoque atual de imóveis, além dos lançamentos de 2009, ajudaria a atender a demanda.

O economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, explicou ainda que a entidade vem desenvolvendo uma pesquisa sobre a variação dos preços dos imóveis nos últimos dez anos na cidade. “Pelos resultados preliminares do estudo, que deve ser apresentado no ano que vem, vimos que os preços acompanham o índice de inflação no período”, disse.

Por isso, segundo Petrucci, a tendência é que os preços acompanhem a inflação em 2009. A possibilidade de queda foi descartada. “Não existe espaço para que os preços dos imóveis caiam”, garantiu. “Não há expectativa de mudanças, nem para cima, nem para baixo.”

A demanda por imóveis novos, no entanto, deve continuar alta. Para o ano que vem, os recursos provenientes do Sistema Brasileiro de Poupança em Empréstimo (SBPE), que utiliza os depósitos da caderneta de poupança, para financiamento de imóveis devem chegar a R$ 30 bilhões, de acordo com o Secovi. O valor é próximo do registrado em 2008.

Já os recursos do FGTS disponíveis para o financiamento imobiliário vão saltar de R$ 9 bilhões para R$ 17 bilhões em 2009.

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