22/10/2009

Americanos propõem teleférico na Providência

Fonte: O Globo

Dois professores titulares do curso de arquitetura da Columbia University, uma das mais renomadas instituições americanas de ensino, e o arquiteto carioca Pedro Rivera apresentaram à prefeitura um projeto para instalar um teleférico no Morro da Providência, no Centro, ligando a comunidade à Central do Brasil e à Cidade do Samba.

Segundo Rivera, o sistema eletromecânico – que inclui as cabines e todos equipamentos necessários para a instalação – custaria em torno de R$ 15 milhões, sem contar as obras de fundação

IDEIA VAI AO ENCONTRO DA REVITALIZAÇÃO DO PORTO – A ideia foi apresentada na segunda-feira ao secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, que disse ser viável a instalação do equipamento. O projeto prevê também a criação de novas áreas de lazer e mercados populares no morro, que tem cerca de seis mil moradores, e na área da Central.

“Acho a ideia do teleférico muito interessante porque o Morro da Providência está nas nossas prioridades por conta da revitalização da área portuária.”

“Pretendemos abrir ruas, praças e instalar equipamentos sociais e culturais por lá. Após a apresentação do projeto, fizemos várias sugestões. Tudo ainda está numa fase muito preliminar”, disse Bittar.

Seriam necessários mais de 600 metros de cabos de aço para sustentar cabines de metal e vidro que transportariam, cada uma, oito passageiros. Ainda não está decidido o número de cabines. O sistema do teleférico da Providência seria diferente do instalado no Pão de Açúcar, onde um bondinho vai e outro vem. No caso da Providência, o transporte seria contínuo, ou seja, as cabines passariam pelos três terminais, em velocidade constante. Cada percurso teria a duração de três minutos.

Rivera, que é um dos responsáveis pelo escritório Rua Arquitetura, explica que o convite para que os professores de Columbia – o americano Alfredo Brillembourg e o austríaco Hubert Klumpner – pensassem em propostas para a Providência partiu dele e de Washington Fajardo, subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design.

“Há dez anos eles estudam habitações em favelas. O principal foco do nosso estudo foi a questão da mobilidade. Facilitaria a vida dos moradores que trabalham no Centro. Nosso projeto complementaria as obras de reurbanização da prefeitura”, diz Rivera.

Além de fazer parte do Sustainable Living Urban Model Lab (SlumLab, ou Laboratório Modelo para a Vida Urbana Sustentável) – centro de pesquisas e estudos interdisciplinares que atua em cooperação com a Columbia -, a dupla estrangeira mantém em Caracas (Venezuela) o escritório Urban Think Tank (UTT), considerado um dos mais criativos do mundo em habitação.

Recentemente, o SlumLab teve a favela paulistana Paraisópolis, com mais de 80 mil habitantes, como objeto de estudo: para ela projetaram um ginásio vertical.

“A estação do teleférico poderia ser articulada com o terminal de ônibus da Central. Além das três estações inicialmente previstas, seriam possíveis conexões do teleférico com o Morro da Conceição e com o Porto. Há também um potencial turístico no projeto, já que o Morro da Providência, que fará 112 anos no dia 15 de novembro, é considerado a primeira favela da cidade”, afirma River

PROGRAMA ENVOLVE ARQUITETOS DE MUNDO INTEIRO – O primeiro contato entre a prefeitura e a Columbia ocorreu há cerca de um mês e meio, quando o diretor do curso de arquitetura, Mark Wigley, esteve no Rio. Bittar explica que a instituição tem um programa de globalização de atividades que envolve arquitetos do mundo inteiro.

“A universidade tem a proposta de abrir pontos de reflexão em várias cidades do mundo, e o Rio foi uma das escolhidas.”

“Ficamos entusiasmados com a ideia. Estamos identificando alguns imóveis da região portuária para escolher um onde eles possam se instalar. Cederíamos o lugar, e a universidade ficaria responsável pelos custos”, diz Bittar.

O secretário também acredita no interesse turístico que pode ser despertado pela instalação do teleférico.

“Do alto da Providência você descortina a paisagem de quase toda a região central do Rio. Além disso, há marcos importantes que remetem ao surgimento da primeira favela. Ainda estamos na fase de estudo, mas queremos aproveitar a ideia e transformá-la num projeto concreto.”

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