11/11/2008

Aneel aprova aumento médio de 4,7% aos consumidores da Light no Rio

Fonte: Globo online

Reajuste aprovado superou a proposta inicial por causa da alta do dólar

Brasília – Após dois anos de redução da conta de luz, a conta de luz dos consumidores da Light vai subir em média 4,7%. Para os consumidores de baixa tensão (residenciais) o aumento será de 3,29% e para de alta tensão (indústrias) vai variar entre 4,44% a 7,4%. Uma das principais causas da revisão tarifária ter ficado acima da proposta inicial de 3,14% foi o aumento do dólar, já que a Light compra energia elétrica da Usina de Itaipu. O aumento foi aprovado pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante reunião pública nesta terça-feira e passa a vigorar a partir da próxima sexta-feira, dia 7.

Na proposta original da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicada em setembro e que previa aumento médio de 3,14%, o dólar estava cotado a R$ 1,60. Mas a revisão tarifária _ processo que periodicamente reavalia os parâmetros das empresas, substituindo o reajuste anual _ foi feita considerando a moeda americana valendo R$ 2,11.

De toda a energia comprada pela Light, 23% são de Itaipu. As distribuidoras do Sudeste, Sul e Centro-Oeste são obrigadas a comprar da usina binacional. Estes custos são repassados integralmente para os consumidores. Outro ponto importante que teve impacto no aumento da revisão tarifária da Light foram “os encargos de serviços de sistema”. Um dos mais importantes é o de uso das usinas termelétricas.

A Aneel faz uma projeção para os próximos 12 meses do quanto as termelétricas serão ligadas e do seu custo, e divide o valor entre as empresas. A conta também é repassada aos consumidores.Se o valor efetivo, ao longo dos próximos 12 meses, for menor do que o projetado agora, será compensada nas tarifas no reajuste do próximo ano. Todos os encargos juntos, entre eles o das térmicas, representaram 1,21 ponto percentual no aumento de 4,7%.

Também têm impacto na tarifa da Light as perdas técnicas e por fraude e furto, os “gatos”. Os técnicos explicaram que, por causa delas, a empresa precisa comprar mais energia do que o necessário. O índice de perdas da distribuidora é de 20,6% e a meta que ela deve atingir entre novembro deste ano até outubro de 2009 é de 19,5%.

A Light presta serviço para 3,8 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios do Rio de Janeiro. A revisão tarifária está prevista nos contratos de concessão, os técnicos da agência avaliam os custos das empresas e se eles foram eficientes. O objetivo, segundo a Aneel, é obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição. A revisão é feita em média a cada quatro anos e quando acontece substitui o reajuste anual das tarifas.

Este ano, 36 distribuidoras estão passando pela segunda revisão tarifária. Em 2009, serão 17 concessionárias. E outras duas empresas serão submetidas à revisão em 2010. Em 2007, sete concessionárias já haviam sido avaliadas neste processo: Coelce (CE), Eletropaulo (SP), Escelsa (ES), Celpa (PA), Elektro (SP), Bandeirante (SP) e CPFL Piratininga (SP).

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