08/06/2009

Após o retrofit, valor aumenta até 30%

Fonte: Jornal da Tarde

Retrofit pode ser feito em imóveis residenciais, mas deve ser aprovada em assembleia

Tendência internacional, o retrofit começa a aparecer na cidade, após ser utilizado em maior escala no Rio de Janeiro, pois os edifícios de lá são, em média, mais antigos e já atingiram 50 anos. Para que haja necessidade de retrofit, os prédios devem ter pelo menos de 20 a 30 anos. Na cidade, eles se concentram em bairros tradicionais, como Higienópolis, além da região da Avenida Paulista, e caminha para bairros como Morumbi e Moema.

Zap o especialista em imóveisPrédio Panorama, nos Jardins, hoje: reforma mudou o uso de “”””comercial”””” para “”””residencial”””” para aproveitar valorização do Ibirapuera

Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios, diz que a revitalização geral, que inclui atualização elétrica e hidráulica da edificação e inclui acessibilidade, é a mais comum em edifícios residenciais. “Em condomínios de alto padrão, com atualização de fachada e até mobiliário, estimamos que a valorização é de cerca de dez vezes o que foi investido. Ou seja, uma obra que custe R$ 5 mil por condômino pode valorizar o imóvel em R$ 50 mil.”

Porém, ela lembra que, pelo alto custo, a reforma vale para condomínios em áreas valorizadas e sem terrenos. “Fora isso, podem ser feitas obras menores, como atualização hidráulica.”

A decisão pela reforma será decidida em assembleia, e a empresa de arquitetura faz um mapeamento de intervenções. “Dentro dos apartamentos, elas geralmente são rápidas, de cerca de um mês, e dizem respeito principalmente à colocação de novos pontos de rede elétrica. Geralmente, são três reuniões até chegar a um consenso. A partir daí, inicia-se a arrecadação.”

Em um prédio comercial de oito andares e poucas unidades em frente ao Parque Ibirapuera, o Panorama, a mudança de uso para residências passou por um projeto de integração da área social com o entorno, e varandas foram criadas. “Como edifício comercial na região, ele perdeu a razão de ser e transformou-se em prédio residencial com apartamentos de alto padrão”, descreve Paulo Sérgio de Oliveira, diretor da Método Engenharia, responsável pela reforma.

O síndico Marcos Couto, 48 anos, conta que optou pela reforma quando a fachada de duas torres com 36 unidades na Rua Cardoso de Almeida, em Perdizes, começou a estufar após 16 anos. Como consequência, os acabamentos, em pastilhas, começaram a cair. “Não achávamos pastilhas iguais até que resolvemos trocar por cerâmica moderna. Depois, também resolvemos modernizar o térreo e o hall com porta automática e mobiliário.”

Couto constatou uma valorização das unidades de 30% a 40% após a reforma e mudança no perfil dos moradores. “Atraímos mais jovens, pois é difícil ter grande área de lazer na região, e foram vendidos dez apartamentos”, afirma. A reforma foi feita durante quatro anos e custou R$ 25 mil.

O arquiteto Sérgio Athié lembra que o retrofit pode atualizar prédios comerciais com a colocação de piso elevado, renovação do sistema de ar condicionado e colocação de sprinters, além de luminárias de alta eficiência, substituição de pontos elétricos e forros removíveis.”O maior problema de prédios antigos são vidros simples, sem antirruído. Além disso, para o uso de computadores é necessária uma carga elétrica compatível e distribuição de cabeamento.”

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