27/08/2013

Após quatro meses de alta, vendas de imóveis usados voltam a cair

Segundo pesquisa realizada pelo Creci, comercialização de usados caiu 12,8% em junho em relação a maio em São Paulo

Fonte: ZAP Imóveis

Após registrar quatro meses seguidos de alta, as vendas de imóveis usados caíram 12,8% em junho em relação a maio na cidade de São Paulo.

Após quatro meses de alta, vendas de imóveis usados voltam a cair
Os imóveis mais vendidos na capital em junho foram os de valor médio superior a R$ 200 mil, com 88,04% do total de negócios (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Segundo pesquisa realizada pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), do total vendido, 61,41% eram apartamentos e 38,59% casas.

“É natural que haja um refluxo nas vendas quando os preços aumentam, num movimento de ajuste e acomodação do mercado que pode sancionar ou não a redução dos valores nos próximos meses”, afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci, via nota.

A pesquisa apurou ainda que os preços do metro quadrado dos imóveis vendidos em junho aumentaram 7,32% em média na comparação com maio, mês em que os valores haviam baixado 1,41% e as vendas, crescido 7,96%.

Foram financiadas 59,79% das unidades vendidas, e 38,04% trocaram de dono com pagamento do valor à vista. Os consórcios imobiliários tiveram participação marginal nas vendas, com 0,54%, enquanto as vendas com pagamento parcelado pelos proprietários somaram 1,63% do total.

Os imóveis mais vendidos na capital em junho foram os de valor médio superior a R$ 200 mil, com 88,04% do total de negócios, enquanto os mais baratos, na faixa de preço médio de até R$ 160 mil, tiveram participação apenas residual nas vendas de junho, com 5,43% do total vendido.

“É por isso que o programa Minha Casa, Minha Vida precisa incluir também os imóveis usados”, apontou Viana Neto.

“A inclusão de imóveis nessa faixa popular de preço vai permitir também que os proprietários desses imóveis, geralmente sobradinhos e casas de baixo acabamento em bairros da periferia, possam ter a oportunidade de mudar para imóveis maiores e mais bem acabados”, completou.

Ainda de acordo com o conselho, houve queda também no mercado de locação de imóveis residenciais, de 1,75%, a terceira seguida no ano.

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