22/06/2009

Aposta na redução de juros

Fonte: O Globo

Pela expectativa de estabilidade monetária e de queda de juros no país, especialistas afirmam que contratos pós-fixados são mais vantajosos

Rio de Janeiro – Há quatro anos, Bruno Ewald, filho do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luís Carlos Ewald, ligou do Havaí, onde mora, para fazer uma consulta:
– Vou fazer um financiamento imobiliário, pai. É melhor escolher um contrato com juros prefixados (sempre mais altos) ou pós-fixados?

Sem pensar duas vezes, Ewald recomendou:
– Prefixados. Juros pós-fixados são para quem quer apostar.

Não deu outra. Logo depois, os juros nos Estados Unidos começaram a subir muito – culminando nessa crise financeira em que o mundo se meteu. Mas com um plano de juros fixos e, portanto, prestações calculadas previamente, Bruno não precisou se preocupar.

No entanto, há sérias controvérsias a respeito da postura de Ewald, que é considerada conservadora. Tanto que, de quatro especialistas no tema ouvidos pelo Morar Bem, em reportagem de Luciana Calaza deste domingo, só ele acha que este é um momento para se escolher juros prefixados. Com as sucessivas quedas da Selic (a taxa básica de juros), a maioria está indicando o contrário hoje: fazendo algumas ponderações, recomenda um plano com juros pós-fixados.

ANALISTAS ALERTAM PARA INSTABILIDADE – É que, normalmente já mais altos, os juros cobrados em contratos prefixados estão na casa dos 13%; enquanto os pós-fixados têm girado em torno de 10% mais a Taxa Referencial (TR), que reajusta as prestações, e está em 0,7616% ao ano – somados, esses dois percentuais ficam em 10,83%. E como a TR sofre o impacto das variações da Selic (hoje em 9,25%), o crédito fica mais barato quando ela cai, o que está acontecendo agora.

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