09/03/2007

Área ganha duas novas construções

Fonte: Jornal da Tarde

Um hotel e um prédio de apartamentos estão sendo construídos no Centro, que não tinha obras havia anos

O Centro de São Paulo está em nova fase. Se ainda não recuperou o status dos tempos em que era endereço da alta sociedade e de grandes empresas, aos poucos, atrai empreendimentos que podem devolver à região a posição de destaque que ocupava até a década de 1960.

Uma parte desse princípio de reabilitação pode ser creditada aos esforços da organização não-governamental Viva o Centro, criada há quinze anos. Segundo Marco Antonio Ramos de Almeida, superintendente da instituição, a principal função da Viva o Centro é “agitar” a região. Em suas próprias palavras, basear-se em experiências internacionais e fazer com que iniciativa privada e poder público cumpram seu papel na revitalização da área, que conta com 65 mil habitantes concentrados em 4,4 km², o equivalente a 0,5% do território da cidade.

A organização não costuma desenvolver projetos próprios. Em quinze anos, foram apenas dois: a criação da Sala São Paulo, na antiga Estação Júlio Prestes, inaugurada em 1999, e a reforma da Praça do Patriarca, em 2002.

A força da Viva o Centro, conta Ramos de Almeida, está na coordenação de atividades locais com a comunidade. São ações de limpeza, iluminação pública, cuidados com praças e encaminhamento de famílias em situação de rua a programas de proteção social, entre outras. Para colocá-las em prática a organização dividiu o Centro em 50 microrregiões e estimulou a criação de ONGs locais. Até o momento são 43 delas, com cerca de 4 mil associados, 70% deles empresas que atuam na região.

Ramos de Almeida conta que os grupos fazem uma espécie zeladoria urbana do espaço onde moram. Articulam ações de iluminação, limpeza e encaminham moradores de rua para abrigos.

Ele informa que, periodicamente, os grupos realizam reuniões setoriais com a Prefeitura para discutir temas como segurança, conservação e limpeza, entre outros.

Na opinião de Ramos de Almeida, que há seis meses saiu dos Jardins para morar em um edifício na Praça da República, a região serve tanto para se viver como para instalação de empresas. Ele lembra que o local conta com escolas, ofertas de cultura e lazer, além de vários órgãos governamentais e instituições financeiras, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercados & Futuros (BM&F), além da infra-estrutura como meios de transporte.

Quando o tema é a segurança na região, ele reconhece que existem problemas, mas que estão sendo enfrentados. Ele diz que a Associação teve dificuldades para conseguir reforço policial para o Centro, porque as estatísticas mostravam índices de violência menores que em outras regiões. “Só mudamos a situação quando provamos que os grandes centros internacionais com baixa criminalidade são, ao mesmo tempo, policiados de forma ostensiva”, afirma Ramos de Almeida.

 

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