30/10/2006

Áreas verdes valorizam imóveis

Fonte: O Estado de S. Paulo

Empreendedores que têm a oportunidade de comercializar terrenos com áreas de preservação ambiental têm retorno certo

Loteamentos com área de mata nativa preservada: atraentes para o comprador que busca qualidade de vida, e para empreendedores porque são um bom negócio. “´Áreas verdes são fundamentais para a valorização do imóvel”, afirma o vice-presidente de comercialização e marketing do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Elbio Fernández Mera. “As pessoas têm necessidade de verde.” Elbio diz que imóveis com área verde na frente ou no entorno, como parques ou áreas de preservação ambiental, oferecem ao proprietário valor de mercado, qualidade de vida e liberdade.

Em geral, os terrenos loteados eram antigas fazendas com bolsões de Mata Atlântica preservada ao longo dos anos. Com a experiência de um loteamento em Curitiba, que tem área de preservação ambiental, a Alphaville Urbanismo prepara o início das vendas do Alphaville Burle Marx, em Santana do Parnaíba, Grande São Paulo. Aposta antiga no meio ambiente, segundo o diretor superintendente da Alphaville Urbanismo, Nuno Lopes Alves, o loteamento terá 21% de ocupação e mais de 900 mil metros quadrados de parque. ´Em todos os projetos que realizamos temos preocupação com o verde que se tornou valor agregado´, afirma Alves.

Com projeto de paisagismo do escritório de Burle Marx, o empreendimento vai ter 513 lotes residenciais e 72 comerciais. ´O custo do metro quadrado será de aproximadamente R$ 600, diz Alves.

Para preservar a área verde que será doada à Associação de Moradores, a Fundação Alphaville vai dar apoio aos moradores ao administrá-la e fazer parcerias com organizações não-governamentais (ONGs) e universidades. A entrega dos lotes está prevista para o fim de 2006, mas a partir de junho do ano que vem, os proprietários podem começar a ! construir.

O empreendimento Gênesis da construtora Takaoka, entregue no dia 27 de março, também em Santana de Parnaíba, preserva o bolsão da Mata Atlântica e teve as encostas reflorestadas. São 600 mil metros de reserva florestal, mirante de copa para observação dos animais, trilhas, horta orgânica, viveiros de plantas nativas da Mata Atlântica e a assessoria de ambientalistas da FBDS – Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável.

As empreendedoras Takaoka e JAG, responsáveis pelo Projeto Gênesis I, firmaram parceria com o Programa Florestas do Futuro, do SOS Mata Atlântica. O preço médio do terreno é de R$ 500 o metro quadrado. A área mínima do terreno é de 500 metros quadrados.

Na zona norte de São Paulo, na área de uma antiga fazenda, está o Parque Itaguaçu com 727 mil metros quadrados. É um projeto de ´bairro´ com capacidade para cerca de 86 condomínios. “A área verde comum e a de preservação ambiental somam 128 mil metros quadrados”, afirma Gilda Pimentel Medes, diretora da Imobel S.A. Urbanização, empresa responsável pelo empreendimento.

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