24/08/2009

Arquitetos apresentam soluções de decoração com materiais de baixo custo e fácil acesso

Fonte: O Globo

Na mostra “Morar mais por menos”, arquitetos aproveitam materiais e objetos em desuso na decoração de ambientes

Piso de madeira de ipê é transformado em painel na sala de jantar do Morar mais por Menos (Foto: Divulgação)
Piso de madeira de ipê é transformado em painel na sala de jantar do Morar mais por Menos (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro – Aquela escada antiga que vive encostada na área de serviço é transformada em uma estante. O piso desgastado pelo tempo reveste parte da parede da sala de jantar. Já os blocos de concreto ganham lâmpadas e almofadas para assumir a função de banco em um ambiente de estar. Objetos de construção, ferro velho e já em desuso podem assumir novos papéis na decoração. A mostra Morar Mais por Menos 2009 apresenta algumas soluções como estas para quem quer mudar o visual da casa sem gastar muito.
 
Já pensou em ter uma luminária feita com mola de cama de casal na sala de estar? Pois a arquiteta Carol Lis Rozensz aproveitou a estrutura de um colchão inutilizado para adornar a Loja Multi. O objeto ganhou lâmpadas e fio de nylon assumindo o lugar de uma luminária de centro.

“Peguei um colchão abandonado, já em desuso, retirei a espuma e aproveitei a sua estrutura para incluir lâmpadas com dimmer. Usamos fios de cristal para não poluir visualmente o lustre e manter esse ar de objeto vazado. O resultado não saiu caro e ficou super diferente”, diz a arquiteta Carol Lis Rozensz.

No Estar do Sebrae, tijolos de concreto são empilhados em um dos cantos do ambiente. Para dar maior aconchego aos visitantes, o designer de produto Gil Guigon, junto aos parceiros Diogo Lage e Eduardo Cronemberguer, incorporou ao suporte almofadas de futon com estampas modernas cujos desenhos fazem referência a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O toque final ficou por conta das lâmpadas embutidas nos furos dos tijolos.

“Montamos o ambiente com materiais das indústrias apoiadas pelo Sebrae, como a de marcenaria, de tecido e a de concreto. O banco foi feito com blocos de concreto com dimensões que nos possibilitasse uma paginação legal. Gastamos R$ 50 em blocos e fizemos a cobertura com almofadas de futon e de tecidos estampados”, explica Gil Guigon.
 
A escada antiga de tinta esquecida na área de serviço da casa foi aproveitada pelas arquitetas Laura Mattos, Suzana Leme e Nathália Campos como estante da brinquedoteca. O trio alterou a sua função ao incluir prateleiras no objeto e um revestimento de vinil para dar aspecto de móvel. Já na Sala de Jantar projetada por Celina Mello Franco e Nilton Montarroyos, a parede ganha um painel de madeira antes usado como piso de loja.

“Para fazer a estante, recolhemos um pedaço de piso de madeira de Ipê do lixo de uma loja. É um material nobre que, apesar de bonito, estava bastante agredido. Tiramos todo o laqueamento e lixamos o material”, revela Celina Mello.
 
Com materiais de baixo custo e de fácil acesso, é possível encontrar soluções para a decoração dos ambientes. A idéia dos arquitetos da mostra é dar a possibilidade ao morador de criar seus próprios móveis e acessórios com objetos esquecidos no quarto de empregada, nas gavetas e caixotes e sem gastos excessivos.

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