23/11/2012

Arquitetura contemporânea valoriza os volumes em harmonia com o entorno exuberante

Arquitetura contemporânea valoriza os volumes em harmonia com o entorno exuberante

Fonte: Revista do ZAP

O projeto desta residência surgiu a partir das características naturais do terreno, priorizando a insolação nos quartos

O maior desafio neste trabalho, executado pelos arquitetos Luis Eduardo S. Thiago, Marcos José Deretti Lopes e Miguel Cañas Martins, do escritório M² Arquitetura, de Joinville, foi pensar a estrutura da casa para um terreno com duas características, sendo uma área plana e outra com declive acentuado. A partir das condições existentes, a implantação do projeto priorizou a insolação nos quartos e a distribuição dos ambientes seguindo o layout do terreno.

Chan / DivulgaçãoEsta é a fachada norte do imóvel. A implantação do projeto no lote priorizou a insolação e a valorização da paisagem do entorno

O acesso da casa, tanto do pedestre como dos veículos ficou concentrado na área plana. A estrutura é de alvenaria e concreto, sem telhado aparente, com esquadrias de alumínio e pintura preta. A piscina ganhou forma na parte inclinada do terreno.

“Aproveitando o declive natural, elaboramos um nível semienterrado na parte de baixo, no qual foi feita a garagem. Aliás, uma das necessidades do cliente era um espaço generoso para a garagem, visto que ele coleciona carros antigos”, diz Miguel.

A distribuição dos ambientes e a articulação dos espaços acontecem no pavimento superior por uma circulação, em formato de passarela, com mezaninos dos dois lados, conectando a suíte principal aos demais dormitórios e sala íntima, e dando independência e privacidade ao casal. No térreo, com pé-direito duplo, estão as salas de estar, jantar e cozinha integradas, além das áreas de serviço e escritório.

Toda a ventilação é cruzada. Na sala de estar, por exemplo, que abre-se para o espaço gourmet e de jantar, dois grandes painéis de vidro — um voltado para o norte e outro para sul — garantem boa luminosidade no ambiente com pé-direito duplo e ainda permitem que a ventilação seja constante.

Chan / DivulgaçãoFachada principal da casa. O volume de linhas contemporâneas é aquecido com o uso cores de tons fechados e materiais aconchegantes, como os revestimentos de madeira e a pedra na fachada

Os materiais de acabamento foram escolhidos para transmitir acolhimento e aquecer a arquitetura contemporânea da casa. Como se trata de uma casa sem telhado aparente, trabalhou-se a volumetria com o recuos das esquadrias, de modo a protegê-las das intempéries.

“O que mais nos atrai nesse projeto é a volumetria. Os planos que surgiram com o recuo das esquadrias, a espessura das paredes e a adequação da casa no terreno contribuíram para um volume completamente integrado com o entorno, apesar da dimensão da residência.”

Chan / DivulgaçãoA grande área envidraçada localizada na sala de estar permite iluminação de todo o térreo, diluindo os limites da casa entre o que é externo e interno

Volumes fortes e marcantes
A parte de decoração do imóvel ficou a cargo da designer de interiores Susane Wolf Tomelin. Nas ambientações, destaque para os revestimentos naturais usados, a exemplo da pedra e a madeira, que aparecem tanto no exterior como no interior, aquecendo o projeto, que possui volumes fortes e marcantes, com linhas contemporâneas. Não passa despercebido o alto pé-direito, cortado por uma passarela que atravessa a sala e conecta os setores íntimos da casa. As grandes áreas de vidro conectam os ambientes externos e internos.

Chan / DivulgaçãoNo social, a passarela mostra a integração dos setores íntimos da casa no pavimento superior e insinua, no térreo, a mudança de ambientes da sala de estar para a sala de jantar e churrasqueira

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Tags: arquitetura

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