09/02/2010

Arquitetura terá de resgatar recursos do passado, para garantir conforto térmico

Pé-direito alto garante maior circulação do ar (Foto: Divulgação)
Pé-direito alto garante maior circulação do ar (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro – O futuro vai chegar resgatando ícones arquitetônicos do passado. Diante de temperaturas que, segundo previsões de climatologistas para o Estado do Rio, estarão mais altas daqui a 50 anos entre 2 e 6 graus, recursos como o pé-direito alto, que garante maior circulação do ar, e o brise-soleil, que filtra a entrada do sol, vão nortear os projetos dos novos apartamentos. São os efeitos do aquecimento global sobre a arquitetura, que o Morar Bem mostra hoje, na segunda reportagem da série “O novo clima e a moradia”, de Luciana Calaza e Isabel Kopschitz.

Para o arquiteto Fábio Queiroz, pesquisador do Núcleo de Pesquisa Sobre Habitação e Modos de Vida (Nomads/USP), a legislação vai impor algumas mudanças à forma de se pensar a arquitetura. Os consumidores vão impor outras. O sonhado sol da manhã é um exemplo. Hoje, por questões econômicas, muitos prédios são construídos sem atender a esse quesito, considerado ideal. Só que ter o mínimo de sol da tarde dentro de casa vai passar de ideal a imprenscindível. Assim, esse deverá ser o ponto de partida dos novos prédios.

“No Brasil, pelo menos por enquanto, mesmo que as construções sejam mal preparadas para o clima, ninguém morre de frio ou de calor dentro de uma casa. Por isso as habitações, até agora, foram projetadas com indulgência quando se trata de adaptação ao clima”, diz Queiroz.

ALTURA CAIU DE 4,5M PARA UNS 2,2M- Os especialistas ressaltam que, hoje, alguns projetos mais trabalhados, considerados excepcionais, seguem a tendência para o futuro: são feitos com base num estudo aprofundado sobre a melhor forma de se orientar as fachadas de um prédio para que os imóveis não fiquem tão quentes. Para isso, muitas vezes, uma face é diferente da outra – mais fechada ou aberta, com diferentes materiais.

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