31/05/2011

Ator Paulo Gustavo mostra seu lado decorador e abre as portas de sua casa em Niterói

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Buda fica estrategicamente na porta de entrada para transmitir calma ao ator Paulo Gustavo, depois de um dia intenso de gravações de “Divã”, série da Globo que terminou nesta terça-feira. Mas se engana quem pensa que o intérprete do escrachado cabeleireiro Renée é religioso. É inquieto, isso sim.

Mas seriam necessários muitos santos, deuses e rezas para acalmar sua mente hiperativa num lugar tão silencioso como o Vale Feliz, em Itaipu. Mesmo com o toque religioso na decoração, o niteroiense, que nunca tinha morado sozinho, teve dificuldades para dormir sem ninguém por perto quando se mudou:

“Liguei para o meu pai de madrugada, achando que tinha um ladrão na sala. Em pouco tempo, toda a família estava em frente à minha casa, tentando me convencer a destrancar o quarto.”

Paulo tomou algumas medidas para evitar a tentação de ligar para a família no meio da noite: instalou câmeras na maioria dos cômodos, adquiriu uma cachorra tamanho GG e trouxe dona Hermínia, sua mãe, para morar no quarto ao lado. A empregada também não escapou.

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“Coloquei telefone no quarto dela. Quando começo a escutar barulho estranho, ligo para a gente se encontrar na sala e tomar café na cozinha”, conta o ator.

É assim que Paulo consegue passar dias mais tranquilos no seu cantinho brilhante, batizado de Beyoncé por sua “roomãete”. Ali, no anexo da sala de estar, entre velas com glitter e almofadas de lantejoulas, ele decora textos, descansa, reúne amigos e ensaia trechos de “Minha mãe é uma peça”, monólogo de sua autoria que entrou em cartaz no Rio em 2007 e circula pelos teatros do Brasil desde então.

Aliás, brilho é o que não falta na decoração. Nem o sabonete líquido do banheiro de hóspedes escapa da purpurina.

Durante a construção da casa, Paulo descobriu o seu lado decorador. Além de interferir no projeto, definiu o estilo dos ambientes. Amante do branco, optou pela atmosfera clean e sofisticada ao usar a cor no piso, sofá e luminária. O toque descontraído é dado pelos tons chamativos dos travesseiros e do quadro.

A maioria das peças de decoração foi encontrada em lojas especializadas. Mas algumas foram adquiridas a muito custo durante visitas a casas de amigos e consultórios. O quadro com a paisagem de Itacoatiara que fica sobre o sofá da sala, por exemplo, foi comprado durante uma consulta ao acupunturista:

“A tela tinha sido pintada pelo filho dele. Fui até o autor para convencê-lo a me vender aquela e a pintar outra para o pai.”

Já a enorme escultura de ferro que fica na área da piscina, com gaiolas penduradas, foi comprada numa pousada em Búzios e transportada até o Rio no carro de duas portas de uma amiga.

Divertido e cheio de boas tiradas, Paulo hoje se sente seguro e tranquilo em seu lar, doce lar. Por ele, ficaria o dia inteiro em casa, rodeado de gente. Tanto é assim que antes de correr para mais uma tarde de gravações, lançou o convite:

“Se quiser morar aqui também, pode vir: tem quarto e espaço sobrando.”

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