03/05/2012

Atualidades

Fonte: ZAP Imóveis

Atualidades

Crédito
Internet chega ao mercado de crédito

Marcelo Prata é presidente da Associação Brasileira dos Corretores de Empréstimo e Financiamento (Abracefi) e fundador da Canal do Crédito (www.canaldocredito.com.br)

Para muitos consumidores da geração Y, isto é, aqueles que nasceram nas décadas de 80 e 90, um mundo sem a  internet seria impensável. Contudo, essa fase existiu sim, e a geração X (anos 60 e 70) ou os nascidos na era Baby Boom (40 e 50) estão aí para provar que a relação das pessoas com os serviços virtuais é mais recente do que
se parece. Basta ver que, somente em 2010, o número de transações bancárias pela internet ultrapassou às realizadas nos ATM’s (caixas eletrônicos).

Ainda que esteja em uma fase inicial, o hábito do brasileiro de resolver questões financeiras exclusivamente pela internet tem tudo para virar regra, e não exceção. O crédito imobiliário não fugirá a esta tendência. Com a pressão do Governo Federal para que os bancos diminuam seu spread, muitos sites passaram a realizar pesquisas de comparação de taxas de juros para que o consumidor descubra qual o banco oferece as melhores condições de financiamento para a compra da casa própria. A menor assimetria de informações traz vantagens não apenas ao consumidor, mas
também às próprias instituições financeiras, que enxergam nessas ferramentas virtuais a oportunidade de se aproximarem de um novo perfil de cliente mais consciente do seu poder de escolha.

Internacional
Prédios comerciais: no radar de investidores estrangeiros

Ken Wainer é sócio da VBI Real Estate, gestora de fundos de real estate para os investidores estrangeiros (www.vbirealestate.com)

Um estudo recente da Afire (sigla em inglês para Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis) revelou que o Brasil é o segundo melhor País para se investir em imóvel comercial, perdendo apenas para os Estados Unidos, de acordo com a opinião de um grupo que detém mais de US$ 874 bilhões em imóveis no mundo. Só a cidade de São Paulo saltou da 26ª colocação, obtida em 2011, para a 4ª posição no ranking do melhor lugar para se adquirir um prédio comercial em 2012. É fato que a rota de crescimento da economia brasileira explica parte do interesse dos investidores globais, mas existem outros pontos a considerar.

Em primeiro lugar, é preciso entender que o foco dos estrangeiros, neste momento, está em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Nesses lugares, a taxa de locação de um imóvel comercial consegue gerar uma rentabilidade para o investidor de 10% ao ano, mais a inflação. Nos EUA, esse percentual gira entre 2,5% a 3%, além da inflação. Embora saibamos que o custo de ocupação em dólar de um escritório no Brasil é elevado em relação às outras capitais financeiras, por aqui a demanda continua alta: enquanto em São Paulo há uma vacância de 4% nos imóveis, em Nova York, esse percentual chega a 10%. Por tudo isso, o Brasil deve permanecer no radar internacional, sobretudo, dos fundos de pensão dos EUA e da Europa, que apostam nessa fonte de renda mensal para os seus contribuintes.

Legislação
Compradores devem buscar as certidões da pessoa jurídica do vendedor

Manuel Inácio Araujo Silva é advogado, sócio do escritório Araujo Silva Prado Lopes Advogados (www.araujosilva.com.br)

Toda vez que alguém vai adquirir um imóvel, a imobiliária que faz assessoria deste processo deve recomendar ao comprador a busca das certidões de distribuição forense da pessoa física do vendedor. Contudo, isso não é suficiente. Os profissionais que trabalham auxiliando a compra e venda do imóvel devem recomendar e até mesmo exigir uma
investigação mais aprofundada para saber se o vendedor integra o quadro societário de alguma pessoa jurídica. Em caso positivo, é preciso levantar as certidões dessa empresa, em especial as da Justiça do Trabalho.

Ao pesquisar a existência de eventuais ações judiciais contra a empresa do qual o funcionário é sócio, a imobiliária presta um grande serviço aos seus clientes. Imagine-se o caso de uma ação trabalhista contra a pessoa jurídica da qual o vendedor do imóvel seja sócio. Se a Justiça do Trabalho considerar a ação procedente, o juiz desta ação trabalhista poderá decretar unilateralmente a nulidade da alienação do imóvel do profissional, penhorando o bem para satisfação do débito na ação movida contra a empresa.

Portanto, é recomendável, para não dizer imprescindível, que as imobiliárias tomem esta precaução em nome do bom atendimento aos seus clientes. Em caso de dúvida, deve-se procurar uma orientação jurídica especializada a fim de se mitigar ou mesmo eliminar totalmente o risco de uma anulação futura da venda e penhora do imóvel.

Urbanismo
Meu bairro, minha vida

Leandro Jubilato é sócio da IXR Property Advisory (lj@ixr.com.br)

São válidos os elogios ao “Programa Minha Casa Minha Vida”, que visa atender as necessidades habitacionais das camadas mais pobres no Brasil. Mas já que o Governo Federal se dispôs a não economizar neste investimento, alimentando a vontade dos empreendedores em participar do mega projeto, está na hora de reavaliar algumas
questões. A qualificação do espaço urbano é uma delas. Especialmente nos grandes empreendimentos com porte de bairro, localizados distante das áreas de comércio, serviços e outras infraestruturas, essenciais para se evitar os deslocamentos da população carente. É imprescindível que todas as condições urbanas sejam consideradas.

Um bom estudo de geoeconômica seria capaz de analisar a demanda e a vocação de uma região, gerando políticas que dinamizam os usos e as funções para o novo empreendimento. Esse programa deve ser encarado como um projeto urbano, e não apenas uma meta para muitas edificações. Mais do que ocupar um espaço físico com casas ou apartamentos, é preciso pensar nas demais facilidades urbanas que darão suporte, qualidade e dignidade.

Macroeconomia
A sexta economia e o setor imobiliário

Miguel Daoud é economista, comentarista político e econômico e sócio da Global Financial Advisor (mdaoud@uol.com.br)

Recentemente, o Brasil comemorou a conquista do título oficial de sexta economia do mundo, passando à frente, inclusive, do Reino Unido, conforme o ranking que mede o volume do Produto Interno Bruto (PIB) de cada nação. Natural para uns, surpresa para outros, o fato é que este resultado foi impulsionado por três fatores fundamentais:
expansão da produção de commodities, aumento do consumo/renda da população e, finalmente, uma verdadeira explosão do crédito. Nesse cenário, o setor imobiliário se destaca como um dos protagonistas no case de sucesso econômico brasileiro.

Isso significa que a construção civil viaja em céu de brigadeiro? Não necessariamente. É verdade que o mercado imobiliário nacional está fortalecido, passa distante de qualquer “bolha” e, ainda que corra o risco de um pequeno desaquecimento, os preços dos imóveis devem se manter porque a demanda é constante. Porém, nenhuma
empresa vai se livrar de prejuízos com um acúmulo do estoque se não souber avaliar corretamente as tendências e o novo comportamento dos compradores da casa própria.

Em resumo, o céu tende a manter suas condições favoráveis, mas o setor imobiliário precisa readaptar seus planos de voo frente à nova realidade.

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