11/12/2006

Aumenta ocupação de salas comerciais

Fonte: O Estado de S. Paulo

Taxa de vacância de imóveis de alto padrão chega a nível perto do ideal

J.F.Diorio/AEZap o especialista em imóveisRecuperação – Tendência é de aumento no valor da locação; metro quadrado já custa R$80 ao mês

O mercado de locação de imóveis comerciais está retomando o fôlego. De acordo com pesquisas realizadas por duas grandes consultorias especializadas, aumentou a ocupação dos escritórios de alto padrão na cidade, no último trimestre. “O ano de 2006 está sendo aquecido para o mercado de escritórios de alto padrão”, afirma Lilian Feng, coordenadora de pesquisa da consultoria Jones Lang LaSalle.

Um dos principais índices usados para medir o desempenho do mercado é a taxa de vacância – que corresponde à porcentagem do espaço vago em relação ao total. Neste trimestre, a taxa entre espaços de alto padrão baixou para 14,67%, segundo dados divulgados pela consultoria Jones Lang LaSalle. O valor é considerado próximo do ideal (15%) pelos especialistas. No mesmo período do ano passado, o índice ficou em 20,73%.

A taxa de vacância atual mostra a recuperação do mercado, que passou por uma forte crise de 2001 a 2004 – motivada pela instabilidade econômica mundial. Neste período, o índice atingiu o pico de 24%.

A principal razão para isso, segundo Lilian, é que como os empreendimentos demoram de dois a três anos para serem construídos, as unidades ficaram disponíveis ao mercado em um momento de pouca absorção. “Vários produtos entraram em 2000, no momento de crise, e houve um desequilíbrio entre oferta e demanda, elevando a taxa de vacância”, explica.

Ela lembra que entre 1996 e 2000, antes da crise, São Paulo tinha uma taxa em torno de 10% – o que teria motivado os empreendedores a construírem novas unidades.

Com a reversão da tendência este ano, os investidores voltam a apostar na cidade. Para o ano que vem, alguns empreendimentos estão previstos. A chegada de produtos novos ao mercado deve puxar para cima novamente a taxa de vacância, no segundo semestre de 2007. Mas esse movimento hoje é considerado natural pelos especialistas. O novo estoque deverá ser absorvido gradualmente.

Outro índice aponta melhoras no mercado. A absorção líquida – que mede o aumento do volume ocupado – tem sido positiva. “Na crise, a absorção foi negativa. As empresas estavam diminuindo seus tamanhos. Em 2003 e 2004, a absorção não acompanhou o surgimento de espaços novos”, diz Lilian. Agora, em 2006, a absorção cresceu duas vezes mais que o espaço disponível ao mercado.

Preços

Com a mudança de cenário, o preço do metro quadrado dos escritórios já começa a subir. “Como há menos espaço, a tendência é o aluguel aumentar. Já estamos chegando perto do praticado no ano 2000”, afirmaPaul Weeks, da Cushman & Wakefield Semco consultoria.

Segundo a empresa, grandes áreas, com cerca de 4 mil metros quadrados, estão escassas e os valores de locação do metro quadrado hoje já são praticados em torno de R$ 80 a R$ 90 ao mês. Em 2003 e 2004 os preços ficaram estagnados em R$ 50 o metro quadrado, ao mês.

 

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