23/09/2007

Aumentam procura e preço de unidades comerciais

Fonte: O Estado de S. Paulo

Segundo pesquisas de consultorias, escritórios consolidam fase positiva em São Paulo

Iuri Moraes/AEZap o especialista em imóveisMercado – Expectativa é de que a região da Marginal do Pinheiros deva crescer 70% em 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

O mercado de locação de escritórios está em boa fase. De acordo com levantamentos de três grandes consultorias, o setor está em franco crescimento e consolida a recuperação de uma crise que abalou o segmento há três anos.

No primeiro semestre de 2007, o comportamento das locações comerciais de alto padrão foi positivo em quase todas as regiões da cidade, com destaque para as áreas da avenida Faria Lima, Vila Olímpia e avenida Paulista.

“A absorção continua crescente, os números começam a se estabilizar e o mercado está chegando a um equilíbrio”, afirma André Strumpf, gerente de escritórios da Colliers International do Brasil.

No entanto, as opções de áreas disponíveis começam ficar escassas, o que se reflete em alta no preço do metro quadrado. Isso porque entre 2004 e 2007 poucos edifícios comerciais foram lançados. “Houve um hiato de lançamentos e os que existem hoje não suprem toda a demanda.” Para o próximo semestre e ano que vem, a expectativa é que a oferta aumente. Já há previsão de entrega de novos empreendimentos.

Segundo a consultoria Jones Lang LaSalle, o índice de vacância, que mede as áreas disponíveis, caiu dois pontos porcentuais, ficando em 11,6%. Isso ocorreu mesmo com a entrada no mercado de 58,5 mil metros quadrados de novos empreendimentos. A nova oferta foi 3,4 vezes superior à registrada no mesmo período do ano passado. A absorção líquida foi de 86,5 mil m², 284% superior ao segundo semestre de 2006.

As regiões da cidade nas quais se verificou o melhor desempenho em locação de escritórios foram as da Faria Lima e Vila Olímpia. A primeira registra hoje uma taxa de vacância de 3,5%, com o montante de 22 mil m² ocupados no período; na segunda, o índice caiu 7,8 pontos – uma área equivalente a 13,3 mil m² foi ocupada. Outro destaque positivo foi a área Paulista: 19 mil m² foram ocupados ali. Apenas a região da Berrini apresentou desempenho negativo no período.

Como a cidade registrou diminuição do espaço ofertado, os valores da locação registraram altas. Os preços subiram cerca de 10% desde janeiro.

O mercado de imóveis comerciais em São Paulo encerra o semestre com aumento de 40% da absorção líquida. A este mesmo número chegou o estudo da consultoria CB Richard Ellis.

Em função da contínua evolução da absorção líquida, o mercado de empreendimentos comerciais registrou 4% de crescimento no semestre, representando mais da metade do crescimento do ano anterior. “Analisando este início de ano, a expectativa é que cheguemos a crescer entre 7% e 10% até o final de 2007”, acredita Reginaldo Vellosa, gerente de pesquisa da empresa.

Médio padrão 

O comportamento positivo também atingiu as unidades voltadas a empresas pequenas e médias. O aumento do aluguel comercial de janeiro a agosto deste ano foi de 5,65% em comparação com o mesmo período de 2006. As regiões da Paulista e da Faria Lima continuam liderando o ranking.

Segundo levantamento do Grupo Hubert, essa alta ocorreu em todas as regiões, sem grandes oscilações como as que ocorreram em 2006, quando por quatro meses houve deflação.

Os números, segundo Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert, demonstram uma virada. “O aluguel comercial é um dos termômetros da economia. O pequeno e médio empresários parecem estar acreditando no rumo dos negócios”, ressalta.

Para Gebara, o mercado passa por um momento de forte aquecimento que se reflete na procura por escritórios e alta do preço do aluguel. “Se o mercado continuar assim, e é o que tudo indica, os preços continuarão em alta, pelo menos até o final do ano.”

 

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