22/05/2009

Av. Paulista é só problemas nove meses após reforma

Fonte: Jornal da Tarde

Calçadas e lixeiras quebradas, muretas e totens pichados e canteiros com mato e lixo são o cenário dos 2,67 km da via; entre 2007e agosto de 2008, mudança do calçamento e troca de equipamentos públicos custaram R$ 8,1 milhões

A cada 100 passos, um problema: lixeiras quebradas, canteiros com lixo ou mato, calçadas quebradas e com rachaduras, fios elétricos expostos, pichações em muretas de concreto. Nove meses após a entrega da reforma de suas calçadas, esse é o retrato dos 2,67 km da Avenida Paulista, a principal via de São Paulo, por onde circulam 1 milhão de pessoas por dia.

Os equipamentos novos instalados recentemente – as calçadas entre julho de 2007 e agosto do ano passado, e as lixeiras e jardins em meados do ano passado, a um custo de R$ 8,1 milhões – já estão quase totalmente vandalizados. Hoje, as calçadas, concluídas há nove meses, estão repletas de buracos e remendos feitos pelas concessionárias de serviços públicos, que abriram o pavimento para acessar poços subterrâneos – ?serviço de porco?, segundo o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo. Próximo ao número 1.079, por exemplo, há um retalho feito em um poço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

As juntas de dilatação das calçadas, de latão, foram roubadas às dezenas – a Prefeitura vai trocá-las por exemplares de borracha (leia ao lado). Trincas causadas pelo estacionamento de carros-fortes, que atendem às 11 sedes de instituições financeiras e 29 agências da avenida estão por toda parte. Praticamente nenhum trecho da Paulista passou incólume.

Antônio Milena/AEZap o especialista em imóveis?Restos? de totem na altura donúmero 1.804 da Avenida Paulista

Os totens de sinalização, que têm os semáforos, também foram vítimas do vandalismo. Em toda a via, apenas três deles estão, aparentemente, em bom estado. Outros 30 estão pichados, sujos, com adesivos colados e fios à mostra, como o que fica no cruzamento com a Rua Pamplona.

?Quem passa por aqui diariamente nota que as lixeiras não duraram nem quatro meses. Estão quebradas e pichadas. É triste?, diz o estudante Fábio Barros, de 19 anos, que toma ônibus na avenida. Por toda a Paulista, o JT contou pelo menos 35 lixeiras vandalizadas. Além das pichações, moradores de rua e catadores de materiais recicláveis abrem as portinholas, deixando o lixo exposto.

ACORDOS – Heitor Sertão, segundo a ocupar o cargo de gerente da Paulista em menos de um ano, afirma que pretende fazer com que os problemas da via sejam fiscalizados por moradores e empresas. O cargo, criado em agosto do ano passado, foi a primeira gerência de avenida específica da cidade. Seu antecessor deixou a Prefeitura por motivos pessoais.

Para recuperar o visual bonito da Paulista, Sertão, que assumiu na semana passada, diz ter firmado dois acordos nesta semana. Um deles é com a Febraban, para evitar que carros-fortes parem nas calçadas. Alguns bancos construirão novas baias para o estacionamento dos veículos.

O outro acordo é com a Sabesp. A partir do dia 5, a concessionária só vai poder fazer intervenções se avisar a gerência. A empresa se comprometeu a consertar o que remendou até agora. A curto prazo, Sertão pretende concluir a licitação para troca dos totens. “O contrato de limpeza será assinado nos próximos dias”, afirma.

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