26/08/2007

Banco aprova crédito para grupo

Fonte: O Estado de S. Paulo

HSBC criou sistema de empréstimo em condomínio; Caixa financia para até quatro pessoas da mesma família

Sergio Castro/AEZap o especialista em imóveisNamorados – Fábio Castro e Cristiane Furiato uniram rendas

Para abrir crédito, é necessário uma renda mínima exigida pelos bancos, sendo que cada prestação deve comprometer no máximo de 25% a 30% do rendimento. No entanto, o conceito de renda familiar – tradicionalmente entendido como a soma da renda do casal – mudou. Vários bancos já aceitam que pais, filhos, irmãos, namorados, casais homossexuais e até amigos unam seus salários para financiar a casa própria.

Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, duas pessoas que não tenham parentesco comprovado podem abrir crédito sem restrições. “Pode ser casal de noivos, casal de namorados, casal de homossexuais”, afirma Cláudio Shitakubo, gerente de relacionamento da agência Moema, na zona sul.

Em casos em que mais de duas pessoas decidem compor renda, é necessário que se comprove o parentesco. A Caixa aceita até quatro pessoas. O formato mais comum é de pai, mãe e dois filhos. É que, para financiar usando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é preciso garantir que todos os mutuários envolvidos irão morar no imóvel.

Bancos particulares também flexibilizaram a regra. Desde junho, o banco HSBC colocou em prática uma política de contrato por meio do sistema de condomínio para até cinco pessoas. Dessa forma, qualquer pessoa pode se unir a outra, independentemente do grau de parentesco. Antes, isso só era possível entre cônjuges. A renda mínima total do grupo deve ser de R$ 1.500.

“A mudança foi realizada para suprir uma necessidade de mercado, beneficiando principalmente pais e filhos interessados em comprar um imóvel e casais homossexuais”, afirma o diretor de crédito imobiliário do banco, Roberto Sampaio. No sistema de condomínio, os mutuários devem ter muita certeza de que querem financiar juntos, para não gerar problemas futuros em caso de rescisão do contrato que é de longo prazo.

O Banco Real também é flexível quanto ao grau de parentesco entre os mutuários que compõem a renda, mas aceita no máximo duas pessoas. Desde novembro do ano passado, além de casais – tanto os casados no civil como os que vivem em união estável – , aceita casais do mesmo sexo, desde que comprovem a união através de documentos em comum como apólice de seguros. Pais e filhos também podem financiar juntos. A renda mínima é de R$ 1 mil com comprometimento máximo de até 25% da soma do salário bruto por parcela. “Nós vimos que o público tinha dificuldade em aprovar o crédito imobiliário e enxergamos uma oportunidade. Ao facilitar o acesso também originamos mais negócios”, afirma o superintendente de crédito imobiliário do banco, Antonio Barbosa.

No Itaú, duas pessoas solteiras independentemente do grau de parentesco ou do sexo também podem compor renda para financiar. Podem ser amigos, namorados ou noivos. Já os casados devem compor renda necessariamente com seus cônjuges, a não ser que o regime do casamento seja em separação total de bens. “O banco entende que deve considerar as diversas associações que as pessoas fazem ao comprar a casa e deve estar aberto a isso”, afirma Luiz Antonio de França, diretor de crédito imobiliário do Itaú. O comprometimento máximo da renda é 30%.

 

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