30/10/2006

Banco do Brasil planeja entrar no crédito imobiliário

Fonte: O Globo

O Banco do Brasil mantém planos de entrar no crédito imobiliário, mas descartou nesta segunda-feira oferecer dinheiro para compra de casas e apartamentos ainda em 2006.Os acionistas do BB aprovaram em assembléia realizada em abril a criação de uma carteira de crédito imobiliário. De acordo com o vice-presidente de Varejo e Distribuição do BB, Antonio … Continue lendo “Banco do Brasil planeja entrar no crédito imobiliário”

O Banco do Brasil mantém planos de entrar no crédito imobiliário, mas descartou nesta segunda-feira oferecer dinheiro para compra de casas e apartamentos ainda em 2006.Os acionistas do BB aprovaram em assembléia realizada em abril a criação de uma carteira de crédito imobiliário.

De acordo com o vice-presidente de Varejo e Distribuição do BB, Antonio Francisco Lima Neto, a instituição está buscando junto ao Banco Central e ao Conselho Monetário Nacional (CMN) as aprovações necessárias para atuar nessa área de crédito.
– Sabemos da importância e queremos entrar… Mas colocar o (crédito) imobiliário este ano é impossível – comentou.

Executivos do BB apostam que o crédito habitacional vai se tornar estratégico para qualquer banco nos próximos anos. Atualmente, o governo utiliza a Caixa Econômica Federal como principal veículo estatal para a concessão de empréstimo para financiar a aquisição de imóveis. O BB, por sua vez, atua sobretudo na oferta de crédito para agricultura.

Para o presidente do BB, Rossano Maranhão, não se trata de competir com a Caixa Econômica na área habitacional.
– O que precisamos é ter os mesmos instrumentos (de crédito) que os outros bancos têm – afirmou.

Para executivos do BB, o grande salto na oferta de crédito imobiliário ocorrerá quando o Brasil alcançar o grau de investimento.
– Todos os países que entraram no grau de investimento vivenciaram um “boom” no setor imobiliário. O México é o exemplo mais recente – disse o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Adézio de Almeida Lima.

Na avaliação dele, para deflagar a expansão do crédito habitacional para as classes C e D é necessária uma taxa de juros nominal abaixo dos 10%. O “investment grade” ajudaria a reduzir a taxa doméstica de juros e também atrairia mais investimentos para o Brasil, explicou.

Almeida Lima mostrou ceticismo em relação ao plano do governo de regulamentar a oferta de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) para a compra da casa própria, ponderando que é perigoso comprometer a renda do trabalhador em um financiamento que pode ter duração de até 20 anos. 

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