25/03/2007

Bancos têm produtos para população de baixa renda

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cliente paga parcelas menores enquanto não é contemplado com imóvel

Mauricio de Souza/AE – 24/06/2005Zap o especialista em imóveisCartas de crédito – É possível adquirir planos a partir de R$ 25 mil com parcelas iniciais reduzidas

 

 

 

 

 

 

 

 

O consórcio imobiliário é uma forma que permite atender compradores de baixa renda. No mercado, há planos em que os consorciados pagam um valor de parcela mais barato enquanto não são contemplados. Assim, conseguem conciliar as contas do aluguel e do consórcio ao mesmo tempo. Após a contemplação é feito o recálculo das parcelas.

O Banco Panamericano, por exemplo, lançou um plano que também atende pessoas que trabalham na economia informal. “Criamos um produto para quem trabalha, tem renda, não possui restrição de crédito, mas não tem carteira assinada”, explica Tufic Cohen, gerente de consórcios do banco. “É o exemplo da mulher que vende coxinha, mas não consegue obter um financiamento porque não tem como comprovar renda.”

Na hora de adquirir o plano, não é necessário comprovar nada. Após a contemplação, no entanto, o consorciado deve provar capacidade de pagamento apresentando movimentação de caderneta de poupança, cartão de crédito ou conta corrente.

O sistema chamado de Adeus, Aluguel será lançado oficialmente no fim do mês. Mas já funciona por meio de um projeto piloto que reúne um grupo de 864 participantes em todo o País. As cartas de crédito vão de R$ 25 mil a R$ 80 mil, com prazo de 144 meses. “Acreditamos que até o fim do ano teremos vendido cerca de 8 mil cotas”, projeta o executivo.

No plano de carta de crédito para R$ 25 mil, as três primeiras parcelas são de R$ 239,08 e as demais ficam em R$ 155,75. Ele explica que para que as parcelas sejam baixas, o cálculo é feito em cima de uma carta de crédito de R$ 12,5 mil. Após a contemplação, se for opção do consorciado, ele assume o valor da carta de crédito total e as parcelas são recalculadas.

No plano Aluguel Mais Fácil, da Porto Seguro, o consorciado paga parcelas 30% menores no início. Quem assumiu um plano de R$ 50 mil, por exemplo, assume uma parcela de R$ 325,65 mensais. Se fosse no plano convencional, a parcela seria de R$ 429,80.

Após a contemplação, elas aumentam de valor. Mas caso a soma ainda fique pesada para o consorciado, ele pode optar por manter a parcela baixa e receber uma carta de crédito de valor menor que o contratado. O sistema vale para cartas de crédito de R$ 30 mil a R$ 65 mil. “É um plano para atender à baixa renda”, afirma Wagner Suzuzi, genrete da Porto Seguro.

Convencionais

A Rodobens não trabalha com planos que reduzem o valor da parcela antes da contemplação, mas oferece cartas de crédito que atendem desde a baixa renda até a classe média. São valores de R$ 35 mil até R$ 200 mil. “E a pessoa pode adquirir quantas cotas quiser”, afirma Sebastião Cirelli, diretor executivo da administradora.

Na hora da contemplação são exigidos os documentos do comprador e do vendedor do imóvel. “São cuidados que qualquer pessoa deve tomar em qualquer modalidade de compra”, afirma.

O ABN Amro Real, por meio da Aymoré financiamentos, oferece cartas de crédito de R$ 65 mil a R$ 195 mil. De acordo com o superintendente-executivo da empresa, João Victorino, este ano, a administradora pretende lançar um plano com o objetivo de atender a faixas de renda menores.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.