18/11/2008

BB e Caixa dão mais R$ 13 bilhões para ampliar financiamentos

Fonte: O Globo

Bancos vão conceder R$ 28 bilhões em crédito consignado em 2009

Brasília – Com a missão de segurar o nível do consumo das famílias – motor do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vão conceder em 2009 R$ 28 bilhões em crédito consignado (com desconto em folha), um reforço de R$ 5 bilhões em relação ao desembolso de 2008, a despeito da desaceleração da economia no próximo ano em meio à crise financeira global.

Além disso, as instituições abriram uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para financiar a compra de imóveis para 1,3 milhão de funcionários públicos federais em condições facilitadas, financiando até 100% da casa própria em até 30 anos. Ou seja, no total serão mais R$ 13 bilhões em recursos novos.

Estas iniciativas reforçam a disposição do governo para suprir a escassez de crédito no mercado. Semana passada, após inúmeras linhas para o setor produtivo, o Executivo passou a mirar diretamente o consumidor. Por intermédio da Caixa, liberou R$ 2 bilhões para financiar compras no varejo e R$ 1 bilhão para aquisição de material de construção para quem recebe até R$ 4,9 mil mensais.

Com isso, o “pacote anticrise” do governo federal, anunciado em conta-gotas desde o fim de setembro, já soma R$ 373,556 bilhões, considerando só a injeção de dinheiro novo no desconto em folha da Caixa e do BB. Entre as medidas estão mexidas nos depósitos compulsórios dos bancos, venda de dólares e financiamento de capital de giro.

Novas medidas podem ser editadas ainda nesta terça-feira, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comanda uma reunião com os presidentes de BB, Caixa e BNDES, Antônio Francisco de Lima Neto, Maria Fernanda Coelho e Luciano Coutinho. Também participarão do encontro o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

O anúncio dos novos recursos para financiamento de imóveis foi feito nesta segunda-feira no Ministério do Planejamento, cujo ministro, Paulo Bernardo, enfatizou ser mais uma medida para impulsionar o escoamento do crédito nesse momento de crise de liquidez internacional.

“É uma forma de fazer com que o crédito continue crescendo, nesse momento difícil”, disse Paulo Bernardo.

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