27/01/2008

Benefício será voltado apenas a unidades novas

Fonte: O Estado de S. Paulo

Segundo o secretário do Estado da Habitação, Lair Krähenbühl, a princípio, o objetivo do Fundo Garantidor Habitacional (FGH) é fomentar a produção de novas habitações voltadas à baixa renda. “Não será um incentivo à compra no varejo”, afirma. Isto significa que o benefício será concedido apenas a compradores de unidades novas em empreendimentos levantados em parceria com o Estado.

Os condomínios não terão um projeto padronizado, como ocorre nos grandes conjuntos habitacionais, mas terão de obedecer a padrões mínimos de construção. “A construtora não vai poder entregar ‘no osso’. Tem de ter revestimento nas áreas molhadas, pintura, aquecedor solar, pé-direito de no mínimo 2,6 metros e 50% das unidades terão de ter pelo menos três dormitórios e possibilidade de ampliação”, afirma Krähenbühl.

Outra exigência será um projeto com desenho universal, para que as unidades sejam aptas a receber moradores portadores de deficiência física. “Os imóveis não terão de ter corrimão nos banheiros, mas devem ser adaptáveis, com as portas e os corredores com largura para passar uma cadeira de rodas.”

Terão prioridade na obtenção do benefício as pessoas cadastradas nos programas sociais do Estado, ou ligadas a sindicatos e cooperativas. O secretário informa que também poderá colaborar com infra-estrutura para dar viabilidade aos empreendimentos. “O Estado tem três áreas públicas remanescentes de desapropriação onde quer fazer um novo bairro com verde”, afirma. Porém a idéia não é repetir o modelo de bairros como Cidade Tiradentes, na zona leste, onde foram construídas habitações, porém sem infra-estrutura e onde as pessoas são obrigadas a se deslocar todos os dias para seu trabalho no centro.

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