07/05/2007

Benefícios da “previdência imobiliária”

Fonte: O Estado de S. Paulo
Antônio Milena/AEZap o especialista em imóveisVisão – Quem comprou na Chácara Klabin nos anos 70 teve lucro

Com tantas mudanças na legislação brasileira, a sociedade está sempre em busca de novos caminhos para garantir um futuro melhor, mais confortável. Pensa-se em previdência social, previdência privada etc. Mas por que não na previdência imobiliária?

A iniciativa pode até ser contestada por alguns especialistas financeiros que preferem os papéis, mas alguns pais e avós não se preocupavam com muitas análises econômicas tempos atrás, simplesmente compravam imóveis. Vilas de casas, terrenos, apartamentos, comerciais, entre outros, e hoje vivem da renda gerada pela locação destas propriedades. Se há 70 anos alguém tivesse insistido para que o seu avô adquirisse um terreno naquela Avenida Paulista teria ele feito um bom negócio, caso tivesse recursos para a aquisição. Outro exemplo mais recente: o surgimento do loteamento Chácara Klabin, nos anos 70, ofertado aos moradores vizinhos da região de grandes lotes, amplamente facilitados a preços extremamente convidativos.

Certo ou errado, muitos destes senhores e senhoras hoje não vivem da aposentadoria, como a grande maioria da população, mas sim dos frutos desta previdência imobiliária. Alguns, certamente, não tiveram a mesma possibilidade e condições financeiras no passado que permitisse a eles a aquisição de imóveis para se garantir no futuro. E por que não pensar em garantir um bom investimento para sua tranqüilidade financeira, se você tem condições para investir, aplicando mensalmente uma parcela de sua renda em imóveis?

Há várias maneiras de aplicações financeiras, tais como: poupança, ações, fundos de investimentos e a aplicação em imóveis. Encontra-se hoje, à disposição destes novos investidores no mercado imobiliário, apartamentos de um e dois dormitórios e até de três em condições muito facilitadas. Estes empreendimentos podem ser adquiridos com uma pequena entrada e o saldo financiado em 12 anos ou mais, direto com a construtora ou, se preferir, por meio do SFH que, diga-se de passagem, nos últimos anos, vêm facilitando muito a vida daqueles que querem comprar um imóvel.

Estas ofertas de mercado de apartamentos, casas, comerciais e loteamentos podem representar, no futuro, o mesmo que a Avenida Paulista e a Chácara Klabin, dentre outros, representaram no passado para outras gerações.

Quem tem, hoje, 25 anos estará com seu imóvel quitado quando chegar aos 37, o qual fará parte de seu patrimônio e poderá usufruir da receita gerada pela locação, por prazo indeterminado. Se quiser também poderá vendê-lo para realizar novos investimentos e ainda ganhar com sua valorização. Claro que aos 37 anos você ainda estará novo para se aposentar, mas o investimento feito irá complementar o orçamento mensal.

Outro aspecto importante que deve ser considerado é o de que você não irá se beneficiar deste rendimento só daqui a 12 anos. O seu inquilino estará contribuindo também, mensalmente, para ajudar a pagar o seu investimento, dependendo do imóvel que você irá investir e estágio de obra (você tem imóveis novos prontos para morar com condições de compra muito facilitadas).

Com as atuais taxas de juros e com a remuneração paga aos valores investidos, não se pode desprezar o que o investimento em imóveis para locação pode representar para seu “rico dinheirinho”. E não é só a remuneração, mas também a valorização do capital aplicado para sua aquisição.

No final da década passada, pesquisando em arquivos, imóveis na região da Vila Mariana podiam ser comprados pelo preço de R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00 o metro quadrado (agosto/ setembro de 1998). Da mesma forma você poderá se surpreender com a valorização de seu atual imóvel lá no futuro. A cidade não é elástica, sua extensão geográfica não pode ser aumentada, não se pode criar terrenos novos, somente empreendimentos novos.

É possível investir no emergente mercado imobiliário, aplicando em fundos e papéis, tais como: LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CRI (Certificado de Recebíveis), entre outros, mas não pode deixar de considerar a aplicação em tijolos, terra, propriedades, pois imóveis foram e sempre serão bens de raiz, que podem representar para você e sua família uma confortável e segura aposentadoria.

* Feliciano Giachetta é diretor da FGi Negócios Imobiliários.

 

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