04/06/2019

Você sabe o que é BIM? Empreendimento residencial desenvolvido a partir do sistema será lançado em São Paulo

Sistema prevê que todas as informações sobre o empreendimento sejam agrupadas de modo a evitar problemas

Fonte: ZAP em Casa

O mercado de imóveis e os demais segmentos que a ele se associam vêm buscando modernizar suas metodologias de trabalho desde que surgiram e mostraram-se importantes para a economia do País. Nesse sentido, uma das mais importantes e benéficas inovações do setor é o sistema BIM – sigla em inglês para Building Information Model (Modelo da Informação da Construção).

Surgido a partir do conceito da soma de informações a respeito de uma edificação, o modelo de desenvolvimento de projetos foi criado na década de 1970, nos Estados Unidos, e desde então vem evoluindo e chamando a atenção de construtoras ao redor do mundo e, mais recentemente, das brasileiras.

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BIM
Sistema prevê a integração de informações sobre o projeto (Foto: Shutterstock)

Mas no que esse sistema pode ajudar a mim, que apenas busca por um novo imóvel, você pode estar se perguntando. A resposta, contudo, é certa: em mais coisas do que você pode imaginar!


O sistema BIM é utilizado pelas construtoras de modo a evitar que problemas surjam após a finalização de um projeto, seja ele residencial ou não. Do ponto de vista do consumidor final, portanto, um sistema que preveja riscos ao imóvel que ele pensa em adquirir ainda na planta, como rachaduras, problemas estruturais ou a entrega diferente do esperado, é mais do que vantajoso.

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Tangram Conceição

Um exemplo atual de empreendimento elaborado a partir do sistema BIM é o Tangram Conceição, projeto imobiliário que possui como diferencial o agrupamento de ideias e informações sobre sua execução.

Desenvolvido pela construtora Tarjab, o lançamento terá unidades residenciais desenvolvidas por meio da sinergia de ideias e referências que são caras a todas as partes do projeto, de modo a evitar que problemas posteriores à entrega dos imóveis surjam e acabem por frustrar seus compradores.

O ganho em comparação aos métodos tradicionais está no fato de que todos os participantes do projeto conseguirão trabalhar simultaneamente, enxergando as mesmas informações e tomando suas decisões de forma integrada e sinérgica. Isso quer dizer principalmente que o comprador poderá se informar com mais exatidão sobre o imóvel pelo qual se interessou e assim evitar surpresas desagradáveis.

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Perspectiva do Tangram Conceição (Foto: Divulgação)

O projeto será o primeiro elaborado pela construtora a utilizar tal modelo de execução e já se apresenta como o primeiro de muitos. O diretor-técnico da Tarjab, Sérgio Domingues explica que a ideia surgiu há quatro anos e a partir do contato da empresa com outros sistemas de inovação existentes no mercado de imóveis.

“O processo de implantação do novo processo de projetos BIM surgiu desde 2015 durante a nossa primeira experiência com modelagem 3D. Depois dessa experiência sentimos a necessidade de nos aprofundar e a partir do empreendimento do Tangram todos os nossos projetos serão desenvolvidos dentro dessa metodologia. Metodologia essa que garante solidez nas informações passadas por nossos projetos, evitando incompatibilização em projetos e retrabalhos em obra”, conta.

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Fachada ativa

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Fachada ativa funciona por meio da disponibilização de espaços para comércio (Foto: Shutterstock)

Além disso, o projeto possui outro diferencial em relação aos demais empreendimentos elaborados pela Tarjab: a utilização de fachada ativa. Apesar de ser algo obrigatório a edifícios inseridos na faixa de 150 m de corredores de ônibus e em raios de 400 m ao longo das estações de metrô, como é o caso do Tangram Conceição, a construtora pode decidir por não incorporar ao seu empreendimento entrando com um recurso, o que não é o caso da Tarjab.

“É necessário avaliar se o empreendimento imobiliário que está sendo concebido tem vocação para congregar uma área residencial em conjunto com outra área não residencial, além de uma fachada ativa que são geralmente caracterizadas pela implantação de lojas em relação ao uso e operação do condomínio de uso que será desenvolvido”, conclui Domingues.

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