05/09/2008

Boa hora para comprar móveis

Fonte: Jornal da Tarde

Mesmo com o avanço da inflação, preços do mobiliário em São Paulo ficaram estáveis

Zap o especialista em imóveisHoje há no país uma concorrência muito grande que impede a alta dos preços

Apesar da alta da inflação nos últimos meses, os preços de móveis permaneceram estáveis ou até mesmo caíram em São Paulo. No período entre agosto de 2007 e julho de 2008, o Índice de Custo de Vida (ICV) subiu 7,05% na Capital, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mesmo período, os móveis ficaram 0,45% mais baratos nas lojas. Os preços de estantes para salas caíram 4,42% – um verdadeiro convite para quem vai montar a casa.

Para o Dieese, o movimento indica que, apesar do aquecimento do comércio, os produtos para a casa permanecem com os preços equilibrados. “O que aumentou foram os alimentos”, afirma Cornélia Porto, coordenadora do ICV. “E não há uma pressão da demanda que leve à alta dos preços dos móveis.”

Cornélia explica que, com o aumento da renda e do crédito, o brasileiro pode ter sido levado a comprar mais produtos – entre eles, móveis -, mas a demanda vem sendo atendida. “Caso contrário, haveria aumento de preços.”

Para o economista Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar), ligado à Universidade de São Paulo (USP), existe um motivo adicional para que os preços de móveis se mantenham estáveis. “Há uma concorrência muito grande, que impede a alta dos custos”, explica.

Felisoni diz que a competição acirrada no varejo joga os preços para baixo. Ao mesmo tempo, os consumidores estão dispostos a gastar mais com móveis.

Dados do Provar e da Felisoni Consultores mostram que o gasto médio com móveis em São Paulo subiu de R$ 713 para R$ 1.507, de julho do ano passado para julho de 2008 – uma alta de 111,36%.

“Já que a margem de lucro está caindo, a tendência é que as empresas busquem ampliar o número de consumidores”, afirma Felisoni.

Até o fim do ano, a expectativa é de que os preços de móveis permaneçam sob controle. Uma boa notícia para consumidores, como a fisioterapeuta Juliana Lopes, de 27 anos, que está montando o apartamento. “No ano passado, comprei sofá, cama e uma escrivaninha para o quarto”, conta. “Fui a várias lojas e pesquisei os preços. No caso do sofá, eles variam muito.”

Recém-casada, Juliana pretende completar a decoração do apartamento este ano. “Temos uma sala grande e pensamos em comprar uma poltrona e uma mesa para acompanhar o sofá”, revela.

Além de encontrar móveis mais baratos, o consumidor poderá reduzir, até o fim do ano, as despesas com outros itens. Cornélia, do Dieese, lembra que os alimentos, que impulsionaram a inflação, já registram baixas. “Os móveis continuarão estáveis. E mesmo os alimentos vão cair”, diz.

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