28/08/2007

Bom para jogar agora ou depois

Fonte: Jornal da Tarde

Para a Anefac, taxas de juros vão cair no próximo ano, favorecendo quem tem tempo para esperar

Embora a oferta de crédito imobiliário tenha aumentado nos últimos anos, o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, acredita que esta é uma boa hora para comprar a casa própria, mas que pode ser melhor ainda em 2008. A perspectiva do especialista é de que, por conta da concorrência, cada vez maior, as taxas de juros poderão apresentar quedas razoáveis no início do ano que vem.

O incremento de dinheiro na economia nos próximos meses, impulsionado sobretudo por conta do pagamento do 13º salário, não deve ser motivo de euforia, segundo Oliveira. Ele recomenda que as pessoas aguardem ainda mais um pouco para depois assinar o contrato de financiamento – outra estratégia do jogo da casa própria.

O motivo é que a concorrência no setor tem levado os bancos a cortar os juros, como ocorreu recentemente com a Caixa Econômica Federal: há poucas semanas, a instituição anunciou que, a partir de janeiro, as taxas sofrerão um corte de 0,5 ponto porcentual. Para não perder clientes, outros credores devem seguir o mesmo posicionamento até o fim do ano. “”O melhor momento para comprar a casa própria é quando as taxas estão favoráveis. Quem puder adiar a decisão de compra para o início do próximo ano, certamente, será beneficiado.””

Com a redução, os juros cobrados de quem tem Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vão variar de 7,66 % a 8,16% ao ano, acrescido de Taxa Referencial (TR). Essa mudança, no entanto, só valerá para os contratos de financiamento imobiliário assinados no banco a partir de janeiro do próximo ano.

Escolha o melhor caminho 

Antes de assinar o contrato, os consumidores devem pesquisar as opções dadas pelos bancos. Há diferenças em relação às taxas de juros. Além disso, dependendo do relacionamento do cliente com a instituição financeira, a idade e a renda mensal, é possível negociar índices mais baratos. O Jornal da Tarde comparou as taxas praticadas por diversos bancos e constatou que os porcentuais variam de 7,95% a 12,5%.

 

 

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