29/08/2008

Boom chega aos ícones da Capital

Fonte: Jornal da Tarde

Mercado de imóveis está aquecido até nos mais tradicionais edifícios da cidade de São Paulo

Zap o especialista em imóveisEm 1990, quem tinha uma unidade no Copan penava para conseguir vender

O boom imobiliário chegou aos mais simbólicos edifícios da Cidade de São Paulo. Na década de 1990, quando o Copan vivia o auge da degradação e o mercado imobiliário estava desaquecido, quem tinha uma unidade no prédio penava para conseguir vender. Naquela época, nem as curvas projetadas por Niemeyer que marcam a paisagem de São Paulo eram suficientes para atrair compradores e acelerar as vendas. Além de ter de esperar, os proprietários tinham que se contentar com os baixos preços das unidades. As menores (de 26 m²) eram vendidas na época por valores que variavam entre R$ 5 mil e R$ 9 mil.

Hoje o mercado imobiliário no Copan, prédio que é freqüentemente associado a ‘uma cidade’ pela sua população de cinco mil pessoas em suas 1.160 unidades residenciais, nem de longe lembra a situação da década de 1990. As unidades menores (há ainda apartamentos de até 217 m², divididos em seis blocos) são as mais procuradas e não há, hoje no Copan, nenhuma das quitinetes à venda. A última foi vendida este ano por R$ 60 mil (quase dez vezes o valor da década de 1990).

O síndico do Copan, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, que assumiu o cargo em 1993, época em que parte do prédio era ocupada por prostituas e pelo tráfico de drogas, acompanha todas as transações imobiliárias de perto. “Não participamos dos negócios, apenas acompanhamos por uma questão de segurança. Ninguém pode visitar imóveis no Copan sem ter acompanhamento da administração.”

Esse controle permite que o síndico saiba exatamente como está o mercado no edifício. “Hoje há no Copan apenas dois apartamentos, dos maiores, à venda, e dois para alugar”, diz. “Mas é possível que, quando as pessoas estiverem lendo a reportagem, já tenham sido comercializadas, porque hoje há apartamentos que ficam menos de 48 horas desocupados”, completa.

O último apartamento vendido no Copan era uma unidade de 217 m² sem vaga na garagem, comercializada por R$ 360 mil. Na década de 1990, segundo Oliveira, a unidade não alcançaria o preço de R$ 90 mil.

O aumento da procura para as unidades do Copan se deve a dois fatores. O primeiro deles é a revitalização do prédio e da região onde ele se encontra, o Centro. O segundo é o próprio mercado imobiliário. “Faltam unidades imobiliárias em toda a Cidade. Hoje a demanda é maior do que a oferta para quase todo o tipo de imóvel”, diz Jair de Souza, sócio da Valentina Caran Imóveis.

O aquecimento do mercado, portanto, chegou ao Copan. “A procura é tão grande aqui no Copan para a compra que desistimos de fazer lista de espera. Ainda fazemos para locação de algumas unidades, mas não de venda, porque as pessoas estavam até ficando frustradas”, diz Oliveira.

Oportunidades

Copan

Duas unidades à venda e duas para locação. Mais informações na administração (3259-5917).

Itália

Quatro conjuntos para alugar, de 250 m² a 1mil m² , por R$ 4 mil e R$ 14 mil mensais, e dois para venda, de 52 m² e 65m² por R$ 100mil e R$ 90 mil. Saramandona (3231-0331).

Conjunto Nacional

Quatro unidades comerciais para locação e duas para venda. Andar de 667m² por R$ 5 milhões. Três residenciais. Informações: Valentina Caran (3178-4633).

Morante do Vale

Conjuntos de 50 m² para venda e locação. OC Imóveis (3228-8877).

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