19/10/2007

´Boom` de ofertas até dezembro

Fonte: Jornal da Tarde

Empresas esperam o fim do ano para lançarem seus produtos apostando no aquecimento da economia

José Luis da Conceição/AEZap o especialista em imóveisEmpreendimento da Itaplan no centro de São Paulo e que faz parte das ofertas da empresa para o fim de ano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não são só as grandes redes de eletrodomésticos e eletrônicos que costumam realizar a chamada “queima de estoque”. Pelo volume de unidades vendido historicamente em maior escala nos últimos meses de cada ano, o mercado imobiliário também adota sua estratégia para liquidar seus produtos a toque de caixa durante o período mais aquecido da economia brasileira. Prepare-se porque vem aí um “boom” de ofertas.

Mesmo que as pechinchas não se equiparem a dos produtos expostos nas vitrines, a diversidade de imóveis e a concorrência entre as empresas acabam facilitando a aquisição da casa própria nesta época do ano.

Levantamento feito pela reportagem com base nos números de lançamentos na Capital computados anualmente pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) comprova essa tendência. Em 2006, por exemplo, a cidade de São Paulo registrou no último trimestre 133 novos empreendimentos residenciais a mais do que o primeiro – foram 177 ante 44 – e 34 a mais do que o terceiro (143). Em 2005, a situação não foi diferente. Foram 157 nos três meses finais frente a 119 no primeiro semestre, 104 no segundo e 107 no terceiro.

Neste ano, os dois primeiros trimestres receberam, respectivamente, 109 e 137 lançamentos residenciais. Para o diretor de estudos da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, embora os primeiros três meses de 2007 tenham sido “atípicos”, a expectativa é que essa trajetória de aumento de ofertas no fim do ano ocorra novamente.

“O ano de 2007 vem se caracterizando pela superoferta de crédito e novas linhas de financiamento. Isso criou oportunidades para um número ainda maior de lançamentos. Teremos em outubro, novembro e dezembro um número ainda maior”, explica.

Segundo especialistas, a injeção de mais dinheiro no orçamento familiar, como o 13º, aliada ao crescimento contumaz do “espírito consumista” nas pessoas fazem com que o último trimestre vire o período predileto para os lançamentos imobiliários por conta da maior liquidez.

“O último quadrimestre do ano, normalmente, concentra um grande volume de lançamentos”, afirma o presidente da Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Batista Crestana. “Como entra mais dinheiro na praça, as famílias ficam mais propensas a comprar. Com isso, as construtoras aproveitam para consolidar o volume esperado de vendas.”

De acordo com especialistas, apenas o excesso de pedidos para incorporação e legalização dos empreendimentos nos órgãos públicos pode frear o número de lançamentos para o fim deste ano – o processo desde a compra de um terreno até o início das vendas chega a demorar seis meses.

Acredita-se que como muitas empresas de médio e pequeno portes esperaram os resultados daquelas que abriram capital para investir, o último trimestre deve se confirmar o mais aquecido.

Período promissor

177 novos empreendimentos

Esse foi o número de lançamentos residenciais registrados no último trimestre de 2006 na cidade de São Paulo. O volume superou cada um dos trimestres anteriores

2007 perspectiva promissora

Lançamentos nos últimos três meses deste ano devem ser em maior escala do que os 109 e 137 realizados, respectivamente, nos primeiro e segundo semestres, de acordo com a expectativa do mercado

13º salário

Injeção de dinheiro no orçamento familiar no final do ano aliado ao espírito consumista das pessoas no Natal fazem com que o mercado imobiliário também fique aquecido no último trimestre do ano

 

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