03/09/2006

Busca por melhor qualidade de vida leva paulistano para o interior

Fonte: O Estado de S. Paulo

A procura por uma vida mais tranqüila é uma forte razão que tem feito o paulistano querer sair da metrópole. “A compra de um lote é uma decisão que geralmente está ligada ao pensamento de qualidade de vida”, afirma o diretor da imobiliária Fernandez Mera, Gonzalo Fernandez.

Segundo ele, o principal perfil de comprador de loteamentos é o de casais jovens, sem filhos ou com filhos pequenos. “Eles querem dar às crianças uma vida mais parecida com a que se tinha antes, com mais liberdade para brincar na rua, perto da natureza.” Mesmo que isso signifique o sacrifício diário por parte dos pais de viajar para a capital para trabalhar. “Por isso as pessoas se propõem a se locomover.”

Fernandez destaca dois tipos de loteamentos no mercado. Um para o morador que quer sair de São Paulo e outro que pretende ter uma casa no campo como o objetivo de no futuro mudar-se para lá. “É uma tendência de interiorização.”

A metragem dos terrenos varia de 140 a 150 metros quadrados para lotes populares e de 500 a 600 metros quadrados os de alto padrão. O máximo da área de ocupação total de um loteamento é 30%. Mas a restrição, em vez de inibir a venda, estimula. “Quanto menos se explora, mais valoriza o empreendimento”, afirma Gladson Cantalice, diretor da incorporadora Acisa. É que, quanto menor a área construída, mais espaços de área verde e de lazer terá o condomínio. “Ter área verde é um forte argumento de venda”, afirma.

Os preços do metro quadrado variam de R$ 200 a R$ 800, conforme a distância da capital e da infra-estrutura que aparece no projeto do loteamento.

Mas, antes de fechar negócio, a Associação das Empresas de Loteamento (Aelo) orienta os compradores para que chequem na Prefeitura e no Cartório de Registros se o loteamento foi aprovado. A Aelo também tem um selo de qualidade.

 

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