16/02/2009

Cada condômino na sua…

Fonte: Jornal da Tarde

Porém, individualização do uso da água ainda é restrita. Veja o que pesar para fazer a opção

Foto: DivulgaçãoTécnico da Sabesp faz leitura em medidores e concentradores individuais homologados pelo selo Pró-Acqua

A individualização das contas de um condomínio já abrange a energia elétrica e até o gás. Por que não incluir a medição de água, considerada a segunda maior despesa na cota condominial segundo pesquisa do Grupo Hubert, que administra cerca de 350 condomínios. Atrás apenas da mão-de-obra e encargos com funcionários, ela pode chegar a 15% do valor da cota, conforme Hubert Gebara, diretor da Hubert e vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP.

Com a individualização do serviço, o Centro de Desenvolvimento e Documentação da Habitação e Infraestrutura Urbana (Cediplac), instituição conveniada à Universidade de São Paulo (USP), acredita que a redução do consumo traga uma economia em torno de 20%. Além da conscientização dos moradores, o sistema permite identificar vazamentos com maior facilidade ao permitir a visualização de aumentos significativos em uma conta.

Mas a opção traz custos, principalmente para imóveis de alto padrão, com mais de um banheiro e lavatórios. Ele pode ser menor em apartamentos novos, entregues com os hidrômetros individuais já instalados, praticado por construtoras como Tecnisa, mas, em prédios sem a instalação, é proporcional ao número de pontos de água que necessitem de interligação, podendo variar de R$ 400 a até R$ 4 mil, de acordo com a estrutura do prédio.

Outra restrição à implantação do sistema é que o selo de qualidade da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), em parceria com o Cediplac para incentivar a instalação dos hidrômetros individuais, denominado Pró-Acqua, ainda é embrionário. Com início em dezembro, a companhia treinou até agora 11 empresas na capital para prestar o serviço. A iniciativa padroniza a instalação. “Caso não seja bem instalado, o sistema pode avariar a estrutura do prédio e, colocado em posição inadequada, não mede o consumo efetivo”, afirma Regina Siqueira, superintendente de planejamento e desenvolvimento da metropolitana da Sabesp

Neste período, a Sabesp também começou a oferecer o serviço de medição mensal nos condomínios com o serviço instalado e poderá cortar a água dos moradores inadimplentes, além de emitir contas individuais. “A questão provocava conflitos nos condomínios. Acreditamos que não cabe a eles gerenciar a água”, diz Regina.

Hoje, os condomínios utilizam programas que podem medir o consumo até mesmo à distância, mas falta segurança. Há prédios nos quais os medidores estão instalados na cobertura, sem estrutura adequada para a medição. O objetivo da Sabesp é implementar um sistema no qual não seja necessário que o técnico entre nos imóveis. “Fazemos a interligação e colocamos o concentrador perto da guarita”, explica Regina Siqueira.

ENTENDA – A individualização da medição de água nos condomínios é feita por meio de hidrômetros

A medição pode acontecer na cobertura do prédio, em cada apartamento ou no andar térreo

É necessário instalar um hidrômetro para cada ponto de água no apartamento ou fazer a interligação deles

O custo pode variar de R$ 400 a até R$ 4 mil por unidade habitacional, conforme o número de pontos e a necessidade de mudanças na estrutura da edificação

Revestimentos caros, como porcelanatos e mármores, podem aumentar mais os custos da obra, caso estejam instalados na área da tubulação

Estudos indicam que o sistema pode trazer economia de cerca de 20% no consumo

O sistema facilita a identificação de vazamentos ao dividir contas

A individualização do serviço também ajuda administradoras a gerenciar a inadimplência de condôminos

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