19/01/2007

Cada um paga o que gasta

Fonte: Jornal da Tarde

Sistema de medição individual de água, além de mais justo, acaba baixando o consumo no condomínio

Monalisa Lins/AEZap o especialista em imóveisGiorgio Vanossi, diretor da Construtora Setin: ‘Medidor individual economiza de 30% a 35% de água e energia’

Os moradores de casas e apartamentos em prédios que já adotaram o sistema de medição individual da água concordam com a afirmação de Alcides Gonçalves, diretor de engenharia da Rossi Residencial: “A água está cada vez mais cara e vai continuar assim. Isso é um fato. É preciso reaproveitá-la e racionalizar o seu consumo”.

A preocupação em economizar a água tratada que chega às residências aumenta à medida que a capacidade de recuperação dos reservatórios da Cidade diminui. Para os prédios em que a concentração de moradores é maior, existem opções que podem ajudar a diminuir o consumo e a conta no fim do mês. Uma que tem sido bastante utilizada pelos construtores é o sistema de reúso da água usada nos chuveiros e pias. “A água é tratada e reaproveitada para irrigar jardins e lavar garagens”, comenta Gonçalves.

Os prédios da Rossi também já são entregues equipados com torneiras inteligentes nas áreas comuns, com fechamento automático e controle do jato para evitar desperdício. Dentro do apartamento, a preocupação também é auxiliar o morador a gastar menos. “Os vasos sanitários têm vazão de seis litros. Isso é mais do que suficiente para fazer o seu serviço e tão eficiente quanto as válvulas de 20 a 40 litros”, assegura o engenheiro.

Medidor individual

Na Capital, é lei desde junho de 2005 que as edificações tenham sistema de leitura individual da água, na qual o morador paga o que consumiu naquele mês. No sistema tradicional, o condomínio tem uma conta única, dividida entre todos de forma igual – quem economizou mais acaba financiando o gastador.

“Nós já adotamos, independentemente da legislação, que ainda é confusa, medidores individuais para a leitura de água. Os relógios possuem um sistema eletrônico, ligado a um computador central, que permite ao morador consultar na hora como está o consumo dele. É enviado um sinal, e os moradores têm como checar o momento e a quantidade de água consumida”, exemplifica Gonçalves. “O leitor individual é mais justo, porque divide a conta de acordo com o consumo de cada um. E o prédio tem capacidade de administrar o gasto também”, continua.

Além da individualização dos medidores, os prédios da Klabin Segall estão aptos a aproveitar a chuva para economizar no consumo. “A água é captada em um reservatório e passa por um processo de filtragem. Depois é usada para processos em que não há o risco de ingestão, como irrigação dos jardins e lavagem dos pisos”, afirma Silvio Chaimovitzi, diretor técnico da incorporadora, cuja preocupação com a economia já chegou a prédios de outro grande centro urbano, o Rio de Janeiro.

Na ponta do lápis, a expectativa dos técnicos é gerar uma economia que chega a mais de 30% no consumo mensal. “Em um prédio, calcula-se que um habitante consuma 200 litros de água por mês. No ‘Mundo Apto’, com as medidas para diminuir o consumo de água, essa estimativa diminuiu para 130 litros. É uma economia mensal de 30% a 35% no consumo de água, que tem seu equivalente na energia elétrica”, aponta Giorgio Vanossi, diretor técnico da Setin Empreendimentos Imobiliários.

Nos apartamentos construídos pela Setin com a intenção de reduzir o consumo sem perder o conforto, outra medida importante adotada foi a instalação de redutores de pressão. Essas pecinhas que ficam escondidas na tubulação impedem que chuveiros e torneiras gastem mais água do que é realmente necessário.

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