21/01/2007

Caixa amplia recursos em 2007

Fonte: O Estado de S. Paulo

Banco admite que há espaço para redução da taxa de juros e promete novos feirões da casa própria

Vivi Zanatta/AEZap o especialista em imóveisSucesso – Feirões reuniram 500 mil visitantes ano passado; novas edições serão no primeiro semestre

Quem tem planos de financiar a casa própria este ano deve manter-se informado a respeito de novidades que o governo e a Caixa Econômica Federal pretendem anunciar nos próximos meses. Novas edições dos feirões da casa própria serão lançadas no primeiro semestre e o volume dos recursos para crédito imobiliário deve aumentar. Outra possível mudança será a redução da taxa de juros do financiamento habitacional.

Nos principais anúncios oficiais desde o início do ano, o governo federal dá sinais de que o setor imobiliário será uma das apostas para alavancar a economia. A previsão do orçamento para aplicação em habitação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciada esta semana pela Caixa é de R$ 12 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em subsídios para baixa renda. Conforme a Caixa, esse volume pode ser ampliado dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deve ser anunciado pelo governo federal amanhã.

Em 2006, a previsão da aplicação dos recursos do FGTS em habitação era de R$ 10,2 bilhões, mas com as suplementações dos recursos ao longo do ano, a conta fechou em R$ 13,8 bilhões. “Isso já sinaliza que a tendência da Caixa é superar os R$ 14 bilhões”, afirmou o superintendente do banco, Augusto Bandeira Vargas.

No Estado de São Paulo, a aplicação em 2006 foi de R$ 3,78 bilhões no crédito imobiliário – volume 73% maior que do ano de 2005. Este ano, espera-se superar os R$ 4 bilhões.

O crédito imobiliário deve manter o ritmo de crescimento este ano, segundo previsões do banco. “O crescimento é constante e sólido – demonstrando que o setor habitacional é expressivo – e tende a continuar nos próximos anos”, aposta o executivo.

Queda dos juros 

A Caixa não exclui a possibilidade de reduzir a taxa de juros do financiamento habitacional. “No cenário de queda da taxa Selic (taxa básica de juros), tende a aumentar a concorrência no crédito imobiliário e há maior oferta. Então, é natural que haja condições para a queda de juros”, admite Vargas. O superintendente, no entanto, não sabe precisar quando isso pode ocorrer.

Enquanto isso, com o objetivo de ampliar o número de unidades financiadas para a baixa renda, a Caixa negocia parcerias com Estados, municípios, empresas públicas e privadas. “Cerca de 85% dos recursos são para faixa de renda até cinco salários mínimos, que concentra mais de 90% do déficit habitacional”, diz Vargas.

Para conquistar o mesmo público, a estratégia de venda de imóveis por meio dos feirões deve ser mantida. “Na Região Metropolitana, o feirão deve ocorrer ainda no primeiro semestre”, afirma o superintendente. No ano passado, esses eventos atraíram mais de 500 mil visitantes.

O principal chamariz para a classe média são as novas modalidades de empréstimo. “Na hora em que entra o crédito consignado e o crédito em conta, facilita o financiamento para a classe média”, afirma o gerente-regional da Caixa, Luiz Carlos Precilato. As taxas pré-fixadas também procuram atender a essa faixa de renda.

O banco anuncia que os recursos da poupança devem ultrapassar os R$ 9 bilhões. Apenas em São Paulo, o banco espera aplicar cerca de R$ 4,95 bilhões em financiamentos à classe média.

 

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