03/12/2008

Caixa descarta comprar participação em construtoras

Fonte: Agência Estado

Banco não vai usar os recursos da Caixa-Par para a compra de participação em empresas de construção civil

A Caixa Econômica Federal (CEF) descarta usar os recursos da Caixa-Par para a compra de participação em empresas de construção civil, segundo o vice-presidente de Governo da CEF, Jorge Hereda. Os recursos poderão ser utilizados em debêntures conversíveis em ações e na criação de fundos, de acordo com Hereda, mas as atribuições das novas empresas serão definidas após a votação da MP 443 no Senado. A MP 443 amplia as atribuições da CEF e do Banco do Brasil.

De janeiro a novembro, a CEF registrou crédito habitacional recorde de R$ 20,4 bilhões, valor 60% maior que o do mesmo período do ano passado. Segundo o banco, o montante a ser financiado até o final de 2008 é de R$ 22,8 bilhões, cifra também recorde. Este ano, o melhor mês na concessão de crédito imobiliário pela CEF foi julho, o que pode ser explicado, em parte, por negócios que começaram a ser fechados nos feirões realizados em maio. A expectativa do representante da instituição é de que, no fim do ano, os financiamentos diários retomem o ritmo de julho e agosto.

No Estado de São Paulo, os financiamentos somaram R$ 5,9 bilhões até novembro, com expansão de 57% ante intervalo equivalente de 2007. A CEF espera que os financiamentos habitacionais concedidos no Estado cheguem a R$ 6,5 bilhões. “Para 2009, vamos começar com o patamar deste ano e buscar suplementação”, disse o superintendente da CEF em São Paulo, Augusto Bandeira Vargas.

Segundo o vice-presidente de Governo da CEF, não há motivos para que a empresa aumente as taxas de juros cobradas ou altere as condições de financiamento. Neste momento, não está para ser anunciada nenhuma redução de juros para o crédito habitacional, de acordo com o executivo.

Em relação ao empréstimo para a Petrobras, Hereda disse que a CEF não deixou de atender nenhuma empresa para atender a Petrobras. “Uma grande empresa que sempre se financiou com recursos externos ter de buscá-los no Brasil não quer dizer que esteja com problemas”, disse. “O crédito lá fora está difícil. Todo mundo tem procurado crédito interno”, acrescentou.

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